TCC2024

IMPACTO DO ESTRESSE OCUPACIONAL EM ENFERMEIROS INTENSIVISTAS

Dados do documento

Autor(es)
Maria Paula Silva Pereira; Sarah Elisa Alves Silva
Orientador(es)
Douglas Roberto Guimarães Silva
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
18 de fevereiro de 2025
Nome do curso
Enfermagem
Palavras-chave
Estresse ocupacional. Esgotamento. Enfermeiros intensivistas. Burnout. Altas densidades tecnológicas.

Resumo

O estresse ocupacional é um fenômeno crescente que afeta a saúde e o desempenho de enfermeiros intensivistas, cuja função é essencial em situações de alta complexidade e risco. Neste trabalho, foi realizado uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de investigar o impacto do estresse ocupacional na saúde mental de enfermeiros intensivistas. Para isso, foram selecionados artigos publicados nos últimos cinco anos. A análise dos dados extraídos permitiu identificar os principais fatores de estresse e suas consequências, contribuindo para uma melhor compreensão do tema sugerindo intervenções que possam ser implementadas para melhorar a qualidade de vida desses profissionais. Os enfermeiros intensivistas frequentemente lidam com longas jornadas de trabalho, turnos irregulares e uma alta responsabilidade na gestão do cuidado ao paciente. Essas condições podem resultar em estresse crônico, que é reconhecido como um fator precursor da síndrome de burnout, caracterizada por exaustão emocional, despersonalização e diminuição da realização pessoal. A prevalência do burnout entre enfermeiros intensivistas tem sido documentada em diversas pesquisas, indicando a necessidade urgente de intervenções eficazes. Além das consequências individuais, o estresse ocupacional também impacta negativamente o ambiente de trabalho e a qualidade do atendimento ao paciente. Profissionais estressados podem apresentar maior taxa de erros, comunicação deficiente com a equipe e uma relação menos empática com os pacientes e seus familiares. Essa situação pode gerar um ciclo vicioso, onde o estresse individual se traduz em um ambiente de trabalho tóxico, afetando a moral da equipe como um todo. Além de todo contexto percussor do estresse ocupacional, destaca-se, ainda, que a constante interação com equipamentos complexos e a necessidade de adaptação a inovações tecnológicas intensificam a pressão sobre esses profissionais que lidam diariamente com situações críticas que demandam decisões rápidas. Essa sobrecarga de trabalho não apenas afeta a saúde mental e emocional dos enfermeiros, mas também pode impactar negativamente a qualidade do cuidado prestado aos pacientes.