IMPACTO DO USO DE PREBIÓTICOS E PROBIÓTICOS COMO MEDIDA TERAPÊUTICA PARA A RECUPERAÇÃO DA MICROBIOTA EM CRIANÇAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA - REVISÃO INTEGRATIVA
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Resumo
RESUMO
O presente artigo apresenta como objetivo analisar o papel clínico do uso de prebióticos e probióticos no manejo de distúrbios gastrointestinais em pacientes com transtorno do espectro autista, bem como, descrever as evidências acerca dos benefícios associados. Métodos: Esta pesquisa consiste em uma revisão integrativa da literatura realizada por meio das bases de dados National Library of Medicine National Institutes of Health (PUBMED e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), publicadas no período de 2012 a 2022. Foram identificados 954 artigos inicialmente e 12 foram incluídos para a revisão. Os probióticos mais frequentes foram Lactobacillus, Lactobacillus acidophilus e o Bifidobacteria longum, responsáveis por gerar melhora global dos sintomas gastrointestinais de constipação, dor abdominal e diarreia, e melhora do comportamento social do TEA. O mecanismo pelo qual estes probióticos agem são a partir da produção de neurotransmissores incluindo dopamina, norepinefrina, serotonina, ácido 4-aminobutírico (GABA), acetilcolina e histamina, que podem modular os níveis de serotonina e dopamina no cérebro, regulando os sintomas de irritabilidade, estereotipia e hiperatividade associada ao TEA. Portanto, faz-se necessária a realização de mais ensaios clínicos de longa duração a fim de avaliar o impacto do uso de probióticos e prebióticos para as sintomatologias geradas pelo TEA, podendo desta forma contribuir para melhora da qualidade de vida destes pacientes.
Palavras-chave: Disbiose. Trato Gastrointestinal. Transtorno do espectro autista. Prebióticos.
Probióticos.