TCC2026

IMPACTOS DA PRIVAÇÃO PARCIAL DO SONO SOBRE A FORÇA MUSCULAR EM LEVANTADORES DE PESO: REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Deodorio Vieira dos Santos Neto; Isadora Leite Sobreira Soares
Orientador(es)
Franciléia Nogueira a Calland
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
25 de fevereiro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Privação do sono. Força muscular. Treino com pesos.

Resumo

INTRODUÇÃO: O sono é um estado fisiológico vital à manutenção da homeostase neuroendócrina e imunometabólica; a limitação do período de repouso interfere nos mecanismos de síntese proteica, modula a excitabilidade corticoespinhal e desregula a secreção hormonal, com repercussões na capacidade contrátil de atletas que realizam levantamento de peso. OBJETIVO: Analisar os impactos da privação parcial de sono sobre a força muscular em levantadores de peso, buscando identificar as alterações associadas à restrição de repouso. MÉTODO: Levantamento bibliográfico nas bases Pubmed e SciELO, considerando publicações entre 2015 e 2025, utilizando descritores relacionados à privação de sono, força muscular e treinamento com pesos, em português e inglês. Foram selecionados estudos que estabeleceram relação direta entre restrição parcial do sono e desempenho de força, excluindo-se investigações com populações não atléticas, portadores de distúrbios do sono ou metodologias insuficientemente descritas. De dez trabalhos elegíveis, oito empregaram delineamentos experimentais e dois, revisões sistemáticas. RESULTADO: Os estudos analisados evidenciaram que a limitação do sono a menos de seis horas por noite provoca decréscimo de 7% a 18 % na força muscular e incrementa em até 30 % os indicadores de fadiga central. Protocolos de privação total de 24 a 48 horas originaram reduções mais severas. As análises apontaram supressão da sinalização mTOR, diminuição de IGF-1, hiperatividade do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, incremento de citocinas pró inflamatórias e redução da coerência córtico-muscular. Estratégias compensatórias, como sestas breves e extensão do tempo de repouso noturno, demonstraram recuperar parcialmente a potência e a acurácia motora, embora a reversão completa tenha ocorrido apenas com a reintrodução do sono habitual. CONCLUSÃO: A privação parcial de sono compromete a força muscular em levantadores de peso e precisa ser considerada variável na prescrição de treinos e na prevenção de lesões. Recomenda-se a integração de protocolos de higiene do sono e monitorização sistemática do repouso, bem como o desenvolvimento de estudos experimentais que avaliem intervenções voltadas à recuperação do sono em atletas de força.