IMPACTOS DO USO PROLONGADO DO ZOLPIDEM NA COGNIÇÃO E MEMÓRIA
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Resumo
O sono exerce papel essencial na manutenção da homeostase orgânica e na consolidação da memória, sendo sua privação responsável por diversos prejuízos cognitivos e emocionais. O Zolpidem, hipnótico não benzodiazepínico amplamente prescrito para o tratamento da insônia, foi desenvolvido com a proposta de reduzir os efeitos adversos e a dependência associada aos benzodiazepínicos. Contudo, evidências recentes apontam que o uso prolongado desse fármaco pode comprometer funções cognitivas e mnêmicas. Este estudo teve como objetivo analisar os impactos do uso crônico de Zolpidem na cognição e na memória, por meio de uma revisão integrativa da literatura. As buscas foram realizadas nas bases PUBMED/Medline, Cochrane Library, Lilacs, EBSCO e SciELO, resultando em 20 artigos publicados entre 2020 e 2025. Os resultados demonstraram predominância de estudos internacionais e maior incidência de uso em mulheres. O déficit de atenção foi o prejuízo cognitivo mais frequente, seguido do comprometimento da memória de curto prazo, sendo identificada associação significativa entre o tempo de uso e a ocorrência desses déficits. Em contrapartida, não foram observadas correlações entre dose, idade e alterações cognitivas. Também se verificou relação entre transtornos psiquiátricos prévios e desfechos cognitivos mais severos. Conclui-se que o uso prolongado de Zolpidem está associado a prejuízos cognitivos, especialmente na atenção e na memória recente, reforçando a importância do uso racional e do acompanhamento médico contínuo.