TCC2025

IMPACTOS DO USO PROLONGADO DO ZOLPIDEM NA COGNIÇÃO E MEMÓRIA

Dados do documento

Autor(es)
Alexandre Carvalho Batista; Guilherme Henrique Cunha Lopes; João Victor Garcia Matos
Orientador(es)
Larissa Mirelle de Oliveira Pereira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
11 de dezembro de 2025
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Zolpidem. Cognição. Memória. Insônia. Hipnóticos.

Resumo

O sono exerce papel essencial na manutenção da homeostase orgânica e na consolidação da memória, sendo sua privação responsável por diversos prejuízos cognitivos e emocionais. O Zolpidem, hipnótico não benzodiazepínico amplamente prescrito para o tratamento da insônia, foi desenvolvido com a proposta de reduzir os efeitos adversos e a dependência associada aos benzodiazepínicos. Contudo, evidências recentes apontam que o uso prolongado desse fármaco pode comprometer funções cognitivas e mnêmicas. Este estudo teve como objetivo analisar os impactos do uso crônico de Zolpidem na cognição e na memória, por meio de uma revisão integrativa da literatura. As buscas foram realizadas nas bases PUBMED/Medline, Cochrane Library, Lilacs, EBSCO e SciELO, resultando em 20 artigos publicados entre 2020 e 2025. Os resultados demonstraram predominância de estudos internacionais e maior incidência de uso em mulheres. O déficit de atenção foi o prejuízo cognitivo mais frequente, seguido do comprometimento da memória de curto prazo, sendo identificada associação significativa entre o tempo de uso e a ocorrência desses déficits. Em contrapartida, não foram observadas correlações entre dose, idade e alterações cognitivas. Também se verificou relação entre transtornos psiquiátricos prévios e desfechos cognitivos mais severos. Conclui-se que o uso prolongado de Zolpidem está associado a prejuízos cognitivos, especialmente na atenção e na memória recente, reforçando a importância do uso racional e do acompanhamento médico contínuo.