TCC2020

IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO PRECOCE E O ACESSO AO RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA POR MULHERES DA ZONA RURAL DA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL

Dados do documento

Autor(es)
Caio Ferreira Filgueiras de Sousa; Isabella Juliana Silva Nascimento
Orientador(es)
Luiz Eduardo Canton Santos
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2020
Data de publicação
19 de julho de 2024
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Câncer de mama. Rastreamento. Zona rural.

Resumo

Introdução: O câncer de mama é uma neoplasia com alta incidência e prevalência no Brasil e no mundo, sendo a principal causa de morte de mulheres no Brasil, com exceção aos cânceres não melanomas. O acesso ao rastreamento do câncer de mama como forma de prevenção e diagnóstico precoce é essencial, com o propósito de instituir políticas para se obter uma diminuição da morbidade e mortalidade por essa neoplasia na região Nordeste. Objetivos: Demonstrar a importância do diagnóstico precoce do Câncer de Mama por meio da realização dos exames de rastreamento, e evidenciar as causas que afastam mulheres do mesmo de modo a modificar essa problemática. Metodologia: Para realização deste trabalho foi utilizado um estudo ecológico de uma população específica: mulheres da zona rural da região nordeste do Brasil. Foram coletados dados de estimativa de câncer de mama para 2020; distribuição percentual da população residente, por Grandes Regiões, a partir dos 40 anos; distribuição da população por sexo a partir dos 40 anos na região Nordeste; os fatores relacionados a não realização de exames de rastreio para câncer de mama por mulheres; taxa de analfabetismo para as Grandes Regiões; taxa de analfabetismo para mulheres com 15 ou mais, segundo o sexo, na região Nordeste, e renda per capita no municípios nordestinos. Resultados: Foi encontrado um risco estimado para câncer de mama de 44,29 por 100 mil habitantes na região Nordeste; na região Nordeste 23% de indivíduos com 40 anos ou mais, e 13,4% com 60 anos ou mais; distribuição da população por sexo, segundo os grupos de idade na região Nordeste, homens e mulheres, respectivamente, a partir dos 40 anos, 7.453.510/8.618.118. Fatores associados à não realização de exames de rastreamento: (1) acesso ao sistema de saúde; (2) desigualdades relacionadas ao gênero e trabalho; (3) grandes distâncias entre as residências e os serviços de saúde; (4) idade avançada; (5) nível de escolaridade. Para taxa de analfabetismo, foi encontrado 16,2% em 2015, sendo que 14,5% das mulheres de 15 anos ou mais de idade eram analfabetas. Conclusão: Diante dos fatos encontrados, vários fatores distanciam essa população do acesso aos exames de rastreamento. Devido a estes fatores se observa a importância da ampliação dos serviços de saúde como forma de modificar as suas condições, garantindo assim que as dificuldades de acesso ao exame de rastreamento possam ser superadas, fazendo-se valer os princípios de integralidade, equidade e universalidade do Sistema Único de Saúde.