TCC2021

INCIDÊNCIA DO ZIKA VÍRUS EM GESTANTES NO TOCANTINS NO PERÍODO DE 2016 A 2019 E SEUS DANOS AOS NEONATOS.

Dados do documento

Autor(es)
Daniella Melo Araújo; Giulia Parolin Almeida; Marcia Carolinne Lima Noleto
Orientador(es)
Aline Aires Aguiar
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2021
Data de publicação
31 de dezembro de 2020
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Palmas
Palavras-chave
Gestante. Zika VIrus. Neonato.

Resumo

O vírus Zika (ZIKAV) é um vírus pertencente à classe das arboviroses, grupo de doenças transmitidas através do arbovírus, do gênero Flavivírus e da família Flaviviridae (Lopes, 2014). Por pertencer ao mesmo gênero das patologias Dengue, Chikungunya e Febre Amarela, além de terem como mesmo vetor o mosquito Aedes, todos possuem o mesmo tipo principal de contágio, a picada do inseto. Entretanto, outras vias de transmissão têm sido discutidas como: materno-fetal, contato sexual, transfusão de hemoderivados e transplante de órgão (Morelli, 2020).Há poucos estudos relacionados a patogênese do ZIKAV, mas, ao que se sabe, o vírus é inoculado na pele do hospedeiro humano através da picada do mosquito, e o mesmo migra aos nódulos linfáticos e corrente sanguínea devido entrar nas células epiteliais e ser permitido a passagem por meio de receptores celulares (Plourde, 2016). As manifestações clinicas decorrentes de infecção por ZIKAV ocorrem em até 25% dos indivíduos infectados e são caracterizadas por: febre baixa (geralmente em torno de 37,8ºC e 38,5º C), conjuntivite não purulenta, cefaleia, artralgia em mãos e pés, fadiga, astenia, sendo estafrequente pós infecção, e erupção cutânea pruriginosa. Em alguns casos pode se manifestar dor retro-orbital, anorexia, vômitos, diarreia, dor abdominal e aftas (Dasgupta, 2016). Além disso, em alguns casos infectados por ZIKAV progrediram para complicações clínicas e neurológicas, como: bebês nascidos com microcefalia devido à possível neurotropismo do vírus pelo sistema nervoso central, síndrome de Guillain-Barré, perda auditiva transitória, hipotensão e sintomas geniturinários (Duffy, 2009).