TCC2023

INCIDÊNCIA DOS MALEFÍCIOS À SAÚDE CAUSADOS POR DIABETES MELLITUS I E II: UMA REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Dados do documento

Autor(es)
Gabryela Oliveira Furtado
Orientador(es)
Álvaro Dutra de Souza
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2023
Data de publicação
13 de junho de 2023
Nome da Unidade
Afya Itaperuna

Resumo

A Diabetes Mellitus I é uma doença autoimune e proveniente de deficiência metabólica em um órgão específico, significando a eliminação separada das células beta do pâncreas que produzem insulina. Já a Diabetes Mellitus II é caracterizada como uma doença endócrina, sendo que as disfunções no metabolismo se devem ao comprometimento da glicose em jejum e a sua elevação após as alimentações, o que são explicadas pela redução da sensibilidade à insulina em suas células-alvo ou/e diminuição no ato de secretar a insulina. A relutância à atividade da insulina impossibilita estimulação de respostas enzimática. A insulina é um hormônio importante para que os níveis de açúcar no sangue sejam controlados, para as células ganharem energia com a entrada de glicose e, quando todo o açúcar não é utilizado, ocorre o acúmulo deste e propicia malefícios à saúde. Sendo assim, foi verificada a prevalência de deficiências que o diabetes pode causar no organismo e os seus riscos por meio de dados bibliográficos, entre a população Brasileira. Este artigo trata-se de uma revisão de bibliografias encontradas em perfis acadêmicos com a busca de coletar informações concedida por esses trabalhos, compará-los e explicá-los. A DMII apresenta alto grau de suscetibilidade em indivíduos na faixa etária de 40 anos ou mais, isso porque a idade pode estar acompanhada de sobrepeso, hipertensão arterial sistêmica, nefropatia diabética, perda no funcionamento do endotélio e dislipidemia. Posto isto, os sintomas são constantes e característicos, como a sede excessiva, vontade de urinar incessante, dores musculares, modificação nas vistas e a obesidade. O envolvimento aterosclerótico das artérias coronarianas tanto dos membros cerebrais quanto dos inferiores é habitual em DMII e representa o maior motivo de mortalidade desse grupo de doença, podendo suceder ainda em estágios iniciais de diabetes e exibir de maneira mais intensa do que em DMI, ainda que os DMI desenvolvem doença renal, degeneração neuronal e visão comprometida. Um transtorno metabólico de forma aguda causado pela cetose, hiperglicemia, desidratação e acidose no DMI, desencadeia a cetoacidose diabética. Quando não identificada precocemente, provoca destruições no metabolismo e causa sequelas como a diurese osmótica. A DM é a doença mais favorável ao desenvolvimento de cegueira atualmente e, normalmente, atinge indivíduos entre 20 a 74 anos. Há também comprometimento da função sudomotora em casos de DM. Entre as manifestações dos sintomas se encontra a anidrose, repressão ao calor, pele bastante seca e sudorese gustatória. Além destes, os pacientes apresentam modificações na sensibilidade vesicular – Disautonomia geniturinária. No ano de 2020, o Brasil esteve na posição cinco com maior incidência de DM frente a outros países, com aumento de 31% durante dois anos. A DM é uma patologia perigosa, silenciosa que compromete qualquer indivíduo sem depender da faixa etária, com elevados níveis de morbidade e mortalidade. A reflexão acerca dos danos à saúde, os estudos que identificam a incidência são fundamentais para salientar a população e os profissionais da saúde de tal gravidade, afim de que a qualidade de vida seja priorizada, incluindo mais estilo de vida saudável e atividades físicas como prevenção.