INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO NA GESTAÇÃO E PUERPÉRIO
Dados do documento
Resumo
Introdução: O infarto agudo do miocárdio na gravidez e puerpério, apesar de raro, necessita de maior estudo para uma abordagem mais eficaz. Objetivos: Compreender as alterações fisiológicas, os fatores que contribuem para o evento nesta fase, visando um diagnóstico precoce e uma condução adequada desta emergência. Métodos: Este trabalho consiste em uma revisão de literatura qualitativa e aprofundada sobre o infarto agudo do miocárdio em gestantes e puérperas, abordando o sistema cardiovascular neste período, fatores de risco comportamentais e constitucionais, diagnóstico e conduta médica. Resultados: Existem alterações fisiológicas da gravidez que, somadas a fatores de risco externos, podem aumentar o risco de isquemia cardíaca. O diagnóstico inicial deve ser realizado com exame clínico, eletrocardiograma e enzimas cardíacas. O ecocardiograma é de grande auxílio. A angiografia coronária confirma o diagnóstico final. Ainda são necessários estudos mais aprofundados sobre as medicações, mas, em geral, seguem as mesmas diretrizes terapêuticas. A angioplastia coronária primária é considerada padrão-ouro. Discussão: Os fatores de risco foram semelhantes nos artigos revisados. Os exames diagnósticos são similares, porém apresentam particularidades. Houve consenso nos artigos de que a troponina é o marcador mais indicado e que o eletrocardiograma pode apresentar alterações sugestivas de infarto. No tratamento, a maior dificuldade reside em garantir o uso seguro das medicações durante a gestação e amamentação. Conclusão: Ainda há pouca pesquisa sobre o tema, especialmente no que tange à terapêutica com medicamentos.