TCC2025

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS EM IDOSOS NA BAHIA: ESTUDO ECOLÓGICO

Dados do documento

Autor(es)
Alana Tavares Ribeiro Meneses; Ezequiel Araújo Ferreira Neto; Viviane Chicourel Hipólito
Orientador(es)
Rodrigo Fernandes Weyll Pimentel
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
24 de novembro de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Bahia
Palavras-chave
Infecções Sexualmente Transmissíveis. Idoso. Epidemiologia descritiva.

Resumo

Justificativa e Objetivos: O envelhecimento populacional no Brasil tem se intensificado, e a sexualidade na terceira idade ainda é permeada por tabus e negligência em políticas públicas. Essa lacuna favorece a vulnerabilidade dos idosos às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). O estudo objetivou estimar a prevalência de ISTs (HIV, sífilis, hepatite B e C) em idosos residentes na Bahia entre 2013 e 2023, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Métodos: O estudo foi do tipo ecológico, quantitativo e descritivo, baseado em dados secundários do SINAN, utilizando notificações de indivíduos com 60 anos ou mais e as variáveis analisadas compreenderam sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade e microrregião. A apresentação dos dados ocorreu através das frequências absolutas e relativas das ISTs na população analisada Resultados: Registraram-se 4.652 casos de sífilis, 404 de AIDS e 206 de hepatites virais no período analisado. Homens corresponderam à maioria das notificações (62,6% para sífilis e 65,1% para AIDS). A faixa etária de 60–69 anos apresentou maior incidência, e a população parda predominou entre os casos (60,9% para sífilis e 56,7% para AIDS). Observou-se concentração de notificações nas microrregiões de Salvador, Ilhéus-Itabuna e Vitória da Conquista e em populações com menor escolaridade. Conclusão: A prevalência crescente de ISTs entre idosos na Bahia evidencia vulnerabilidade associada a fatores socioculturais e educacionais. Urge o fortalecimento de ações de educação sexual e capacitação dos profissionais de saúde para abordagem integral da sexualidade na velhice.