INSEGURANÇA ALIMENTAR EM FAMÍLIAS ASSISTIDAS PELA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA
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Resumo
A presente pesquisa tem como objetivo investigar a prevalência de insegurança alimentar em famílias assistidas pela Estratégia Saúde da Família (ESF) em um município do semiárido piauiense. Trata-se de estudo transversal, descritivo, com obtenção de dados primários em domicílios assistidos pela ESF. Fizeram parte do estudo 224 famílias. Investigaram-se Insegurança Alimentar (IA) intra-familiar, dados socioeconômicos e demográficos. Para avaliar a IA, utilizou-se a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Os dados foram coletados por meio de um questionário estruturado no período de março a junho de 2012, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário UNINOVAFAPI, CAAE nº 0389.0.043.000-11. Foram utilizados os testes de Qui-quadrado para verificar a possível associação entre as variáveis, e ANOVA, para verificar diferenças entre as médias das variáveis e os três níveis de insegurança alimentar. O teste de contraste do Posthoc de Bonferroni foi aplicado para verificar onde existiu diferença dentre os níveis de insegurança alimentar. Dentre os níveis, verificou-se IA Leve em 46,4%; seguidos de 25,0% de IA Moderada e 17,0% IA Grave. Foi observada associação estatisticamente significativa entre as variáveis localidade em que reside, tipo de moradia, gastos da família com alimentação e número de cômodos da casa (p≤0,05) com a insegurança alimentar. Os elevados índices de IA superam os achados em outros estudos, levando a população a risco de desnutrição e agravos à saúde. Necessita-se de uma reestruturação da política de segurança alimentar e nutricional no município, para o efetivo atendimento às famílias.