TCC2025

INTERAÇÕES IMUNOMETABÓLICAS DA DISBIOSE INTESTINAL NA DPOC: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Raquel Xavier Vieira; Vitor Emanoel dos Santos; Waleska Mendonça Paes Silva
Orientador(es)
Ana Paula Pimentel Cassilhas
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
26 de junho de 2026
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Jaboatão
Palavras-chave
DPOC. Microbiota intestinal. Disbiose intestinal. Eixo intestino–pulmão. Inflamação sistêmica.

Resumo

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é reconhecida como uma condição sistêmica marcada por inflamação crônica de baixo grau e múltiplas comorbidades, dentro da qual o eixo intestino–pulmão e a disbiose intestinal assumem papel central por intensificarem a inflamação sistêmica e contribuírem para o agravamento da doença. Este estudo teve como objetivo analisar a relação entre disbiose intestinal e DPOC, enfatizando os mecanismos envolvidos nessa interação. Para isso, foi realizada uma revisão integrativa nas bases PubMed, Web Of Science, LILACS e ScienceDirect, utilizando descritores relativos à microbiota intestinal, disbiose e DPOC, incluindo artigos completos publicados entre 2015 e 2025 e excluindo duplicatas e estudos sem pertinência temática. A análise dos estudos demonstrou que pacientes com DPOC frequentemente apresentam disbiose intestinal associada à redução de metabólitos benéficos, especialmente os ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), e ao aumento da permeabilidade intestinal, elementos que amplificam a inflamação sistêmica e favorecem respostas pulmonares exacerbadas. As evidências indicam que o desequilíbrio da microbiota modula a imunidade das mucosas, influencia a gravidade das exacerbações e é potencializado por fatores como tabagismo, uso crônico de antibióticos e padrões alimentares inadequados, perpetuando o ciclo inflamatório. De forma consistente, conclui-se que a disbiose intestinal exerce papel significativo na amplificação da inflamação sistêmica e na modulação desfavorável das respostas imunes, contribuindo diretamente para a progressão da DPOC. Assim, o eixo intestino–pulmão emerge como componente essencial para o entendimento ampliado da doença e pode representar um alvo relevante para futuras abordagens.