INTERCORRÊNCIAS CAUSADAS PELO USO DE ANESTÉSICOS EM PROCEDIMENTOS ESTÉTICOS FACIAIS
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Resumo
O presente trabalho analisa as intercorrências associadas ao uso de anestésicos em procedimentos estéticos faciais, buscando identificar riscos e propor medidas preventivas. A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão integrativa da literatura (2014–2025), com artigos das bases PubMed, SciELO e Elsevier. Observou-se que, embora os anestésicos locais sejam fundamentais para o conforto e segurança dos pacientes, o uso inadequado pode ocasionar complicações como parestesia, metahemoglobinemia, isquemia e reações alérgicas. A articaína e a prilocaína foram associadas a maior incidência de parestesia, enquanto a combinação de lidocaína e prilocaína esteve ligada à metahemoglobinemia. Também foram relatados casos de oclusão da artéria central da retina e neuropatia óptica isquêmica em aplicações com epinefrina. Tais achados destacam a importância da anamnese, do conhecimento anatômico e da técnica correta. Conclui-se que o biomédico, pela formação em farmacologia e anatomia, está apto a utilizar anestésicos locais, desde que siga protocolos éticos e de biossegurança. A prática segura e humanizada garante resultados estéticos eficazes e minimiza riscos.