INTERFACE ENTRE SUPERFICIALIZAÇÃO DO SONO E O BRUXISMO INFANTIL
Dados do documento
Resumo
O bruxismo é uma desordem caracterizada por movimentos repetitivos e não funcionais dos músculos do sistema estomatognático, associada ao ranger e/ou apertar dos dentes durante o sono ou em vigília. A condição é altamente prevalente em crianças, especialmente o bruxismo do sono, frequentemente relacionado a fatores psicossociais, como estresse, ansiedade, além de fatores sistêmicos, como distúrbios do sono, exposição excessiva a telas e alimentação rica em açúcar. Quando exacerbado, o bruxismo pode causar danos significativos às estruturas orofaciais, manifestando-se clinicamente por desgaste dentário, comprometimento da articulação temporomandibular, músculos, periodonto e oclusão, impactando negativamente a qualidade de vida. Diante disso, torna-se essencial compreender os fatores associados ao bruxismo do sono para desenvolver medidas terapêuticas eficazes, capazes de promover o manejo clínico adequado, além de estabelecer estratégias de orientação e controle que possibilitem melhora significativa na qualidade de vida da criança. Esta revisão integrativa da literatura teve como objetivo identificar a etiologia, fatores secundários associados e condutas terapêuticas para o controle do bruxismo infantil. Foram utilizados artigos das bases SciELO, PubMed e Google Acadêmico, publicados entre 2021 e 2025. A coleta de dados ocorreu de agosto de 2024 a dezembro de 2025, utilizando descritores em inglês e português como “bruxismo do sono” e “crianças”. A análise descritiva identificou os principais temas, orientando conclusões e recomendações para o manejo do bruxismo infantil. Dos 18 artigos inicialmente identificados, apenas 8 atenderam aos critérios metodológicos e foram incluídos. Os achados indicam que o bruxismo infantil é um distúrbio multifatorial, associado a fatores oclusais, hábitos orais, distúrbios respiratórios e emocionais. Embora terapias como fotobiomodulação, meditação e higiene do sono mostrem potencial, a ausência de critérios diagnósticos padronizados e estudos robustos dificulta a definição de protocolos clínicos.