TCC2026

INTERNAÇÕES POR ENDOMETRIOSE NO PIAUÍ: ANÁLISE ESPACIAL E DISTRIBUIÇÃO TEMPORAL

Dados do documento

Autor(es)
Gabriela de Sousa Lima; Geísa Vasconcelos Souza
Orientador(es)
Ana Raquel Batista de Carvalho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Endometriose. Internação. Morbidade. Análise Espacial. Tendência Temporal.

Resumo

Introdução: A endometriose é uma doença inflamatória crônica associada a dor pélvica, infertilidade e impacto significativo na qualidade de vida. O atraso no diagnóstico e as desigualdades no acesso aos serviços de saúde podem influenciar a ocorrência de hospitalizações. Objetivo: Analisar a tendência temporal e a distribuição espacial das internações por endometriose no Piauí entre 2014 e 2025. Métodos: Estudo ecológico descritivo, conduzido com base em dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS), obtidos no DATASUS. Foram incluídas as internações de mulheres de 15 a 49 anos residentes no Piauí. As taxas foram calculadas por 100 mil habitantes. A tendência temporal foi analisada por meio da regressão de Prais-Wiesteo, com estimativa da variação percentual anual (VPA) e IC de 95%. A análise espacial incluiu Índice de Moran global, LISA e classificação de Jenks adotando significância de 5%. Resultados: Foram registradas 2.443 internações por endometriose no período. Predominaram mulheres de 40 a 49 anos (59,31%), pardas (82,36%) e internações eletivas (78,14%). A taxa média estadual foi de 22,57/100 mil habitantes. A tendência temporal do estado foi estacionária (VPA = 4,61%; IC95%: -1,91; 11,56), enquanto a macrorregião Meio Norte apresentou crescimento significativo (VPA = 10,94%; IC95%: 3,74; 18,63). O Índice de Moran variou de 0,58 a 0,6716. indicando autocorrelação positiva. Conclusão: As internações por endometriose apresentaram tendência predominantemente estacionária, com crescimento significativo apenas na macrorregião Meio Norte. A persistência de clusters de altas taxas sugere desigualdades territoriais na oferta e no acesso a serviços especializados. Os resultados reforçam a necessidade de fortalecer a rede de saúde da mulher, ampliar estratégias de diagnóstico precoce e descentralizar a assistência especializada, visando reduzir iniquidades e favorecer cuidado mais oportuno.