TCC2025

LEVANTAMENTO DE SEIO MAXILAR: TÉCNICAS, MATERIAIS E IMPACTO NA IMPLANTODONTIA

Dados do documento

Autor(es)
Felipe Machado Bloise Moura; Guilherme Murillo Gonçalves Caúla
Orientador(es)
Walter Arthur Valente
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
08 de outubro de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Levantamento do Assoalho do Seio Maxilar. Cirurgia Bucal. Implantes Dentários.

Resumo

Esta revisão de literatura teve como propósito realizar uma análise do levantamento do seio maxilar, abordando suas principais técnicas cirúrgicas, os biomateriais utilizados e seu impacto na Implantodontia. Observou-se que as principais técnicas cirúrgicas utilizadas para o levantamento do seio maxilar foram a técnica direta, por janela lateral, e a abordagem indireta, por meio da técnica transalveolar com osteótomos de Summers, sendo a indicação diretamente relacionada à altura óssea residual disponível, com a abordagem transalveolar sendo recomendada para alturas entre 5 e 9 mm e a técnica da janela lateral para casos com até 3 mm. A perfuração da membrana sinusal foi identificada como a complicação mais recorrente, sobretudo em situações com disponibilidade óssea reduzida, embora sua incidência possa ser substancialmente minimizada por meio de planejamento adequado e domínio técnico. Quanto aos biomateriais, destacou-se estratégias combinadas, como o uso simultâneo de enxertos autógenos e xenógenos. Em termos de aprimoramento técnico, observou-se o uso de instrumentos piezoelétricos e métodos menos invasivos para a elevação da membrana sinusal, como as técnicas hidráulica e por balão. Concluiu-se que o levantamento do seio maxilar configura uma abordagem consolidada para reabilitações com implantes na região posterior da maxila com altura óssea reduzida, apresentando altas taxas de sobrevivência em longo prazo e alta satisfação dos pacientes, seja pela técnica de janela lateral ou pela abordagem transalveolar com osteótomos de Summers. Em relação à escolha do material para enxerto, destaca-se o enxerto autógeno como padrão ouro, bem como combinações entre enxertos xenógenos e derivados autólogos, que têm mostrado desempenho satisfatório na neoformação óssea. O progresso nas técnicas operatórias, somado ao aprimoramento dos biomateriais e ao uso de tecnologias, vem favorecendo a segurança e a previsibilidade, reafirmando sua importância na prática clínica atual.