LEVANTAMENTO DE SEIO MAXILAR: TÉCNICAS, MATERIAIS E IMPACTO NA IMPLANTODONTIA
Dados do documento
Resumo
Esta revisão de literatura teve como propósito realizar uma análise do levantamento do seio maxilar, abordando suas principais técnicas cirúrgicas, os biomateriais utilizados e seu impacto na Implantodontia. Observou-se que as principais técnicas cirúrgicas utilizadas para o levantamento do seio maxilar foram a técnica direta, por janela lateral, e a abordagem indireta, por meio da técnica transalveolar com osteótomos de Summers, sendo a indicação diretamente relacionada à altura óssea residual disponível, com a abordagem transalveolar sendo recomendada para alturas entre 5 e 9 mm e a técnica da janela lateral para casos com até 3 mm. A perfuração da membrana sinusal foi identificada como a complicação mais recorrente, sobretudo em situações com disponibilidade óssea reduzida, embora sua incidência possa ser substancialmente minimizada por meio de planejamento adequado e domínio técnico. Quanto aos biomateriais, destacou-se estratégias combinadas, como o uso simultâneo de enxertos autógenos e xenógenos. Em termos de aprimoramento técnico, observou-se o uso de instrumentos piezoelétricos e métodos menos invasivos para a elevação da membrana sinusal, como as técnicas hidráulica e por balão. Concluiu-se que o levantamento do seio maxilar configura uma abordagem consolidada para reabilitações com implantes na região posterior da maxila com altura óssea reduzida, apresentando altas taxas de sobrevivência em longo prazo e alta satisfação dos pacientes, seja pela técnica de janela lateral ou pela abordagem transalveolar com osteótomos de Summers. Em relação à escolha do material para enxerto, destaca-se o enxerto autógeno como padrão ouro, bem como combinações entre enxertos xenógenos e derivados autólogos, que têm mostrado desempenho satisfatório na neoformação óssea. O progresso nas técnicas operatórias, somado ao aprimoramento dos biomateriais e ao uso de tecnologias, vem favorecendo a segurança e a previsibilidade, reafirmando sua importância na prática clínica atual.