TCC2022

MAL DE POTT E TUBERCULOSE MILIAR: UM RELATO DE CASO

Dados do documento

Autor(es)
Adriane Zanuti Zaquine; Giulia Duque Estrada de Almeida Paes
Orientador(es)
Ma. Hedi Marinho de Melo Guedes de Oliveira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2022
Data de publicação
16 de junho de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Mal de Pott. Tuberculose vertebral. Espondilite tuberculosa. Tuberculose Miliar.

Resumo

Mal de Pott corresponde a uma infecção da coluna vertebral com acometimento mais frequente das regiões torácica inferior e lombar superior, sendo uma das formas de TB extrapulmonar. Representa cerca de 1% de todos os casos de TB e até 50% dos casos de apresentação óssea. Apresenta um quadro clínico inespecífico, sendo a lombalgia de curso crônico o sintoma mais frequente, variando desde baixa intensidade a incapacitante e geralmente, acompanhada por febre, sudorese noturna, perda de peso, fraqueza e mal-estar. Além disso, pode haver a formação de giba, lesões lítícas e redução dos espaços intervertebrais. O diagnóstico definitivo é estabelecido a partir da cultura ou evidência histológica de granuloma no material obtido através da abordagem cirúrgica com biópsia. O esquema básico para o tratamento em adultos e adolescentes (≥ 10 anos de idade) é baseado na combinação de drogas antituberculínicas, sendo elas: Rifampicina, Isoniazida, Etambutol e Pirazinamida durante 2 meses em fase intensiva, seguida pelo uso de Rifampicina e Isoniazida durante 10 meses em fase de manutenção. Por sua vez, a Tuberculose Miliar corresponde a disseminação dos bacilos na corrente sanguínea quando há falha no sistema imune, com um aspecto radiológico pulmonar específico - infiltrado intersticial de padrão micronodular. Apresenta uma maior prevalência em crianças e imunossuprimidos e com sintomas, geralmente, inespecíficos que cursam com emagrecimento, febre, tosse e astenia. A cultura para micobactéria é considerada padrão-ouro para o diagnóstico. Foi realizado um estudo descritivo do tipo relato de caso de uma paciente do sexo feminino, HIV negativa, com queixa de lombalgia desde 2018 associado a febre, sudorese noturna e perda de peso com aspecto micronodular difuso, lesões líticas e redução dos espaços intervertebrais de T12-L1 na tomografia computadorizada de coluna. Além disso, foi realizado broncoscopia com lavado broncoalveolar evidenciando traços de DNA de M. Tuberculosis no teste rápido molecular, sem biópsia de coluna vertebral e afastado Meningite Tuberculosa e Neurotuberculose. Para elaboração desse trabalho, foram pesquisadas publicações nas plataformas Scielo, PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) com intervalo de tempo dos artigos entre 2014 e 2021, pois o Mal de Pott é uma doença negligenciada, havendo escassez de publicações recentes sobre o tema. Por fim, frente a casos de difícil diagnóstico, torna-se essencial manter uma boa relação médico-paciente associada a rápida suspeição a partir de uma abordagem multiprofissional, tentando minimizar os prejuízos na qualidade de vida, anos perdidos por incapacidade e possíveis sequelas irreversíveis.