MANEJO ANESTÉSICO EM CESARIANAS ASSOCIADAS A CRISES HIPERTENSIVAS: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
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Resumo
A gestação promove diversas adaptações fisiológicas no organismo materno que, quando somadas às alterações decorrentes da Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG), podem aumentar consideravelmente os riscos materno-fetais. Esse cenário demanda atenção criteriosa, sobretudo em situações de urgência obstétrica, em que a escolha da técnica anestésicatorna-se um aspecto decisivo para a segurança da gestante. Objetiva-se, portanto, avaliar as principais intervenções anestésicas em cesarianas de urgência em gestantes com síndromes hipertensivas. Este estudo trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com busca de artigos publicados entre 2020 e 2025 nas bases PubMed, ScienceDirect, SciELO e LILACS. Utilizaram-se os descritores DeCS “Pré-eclâmpsia”, “Eclâmpsia” e “Anestesia” e os termos MeSH “Hypertension, Pregnancy-Induced”, “Anesthesia” e “Cesarean Section”, combinados com os operadores booleanos “AND” e “OR”. Foram incluídos estudos nos idiomas português, inglês e espanhol, disponíveis gratuitamente na íntegra, que abordassem intervenções anestésicas em pacientes com crises hipertensivas submetidas a cesarianas de urgência, totalizando uma amostra de 10 artigos internacionais. Os estudos analisados foram desenvolvidos em diversos países e, em sua maioria, publicados entre 2022 e 2023, refletindo o aumento do interesse científico sobre o tema. As pesquisas abordaram diferentes técnicas anestésicas — como raquidiana, peridural e geral — e seus efeitos sobre a estabilidade hemodinâmica, controle da dor, recuperação pós-operatória e desfechos neonatais. A diversidade dos contextos reforçou a necessidade de individualização da conduta anestésica conforme o estado clínico da gestante. Conclui-se que o manejo anestésico adequado em cesarianas de urgência por DHEG é essencial para a segurança materno-fetal. O estudo destaca a importância de decisões baseadas em evidências e da atuação multidisciplinar, contribuindo para práticas obstétricas mais seguras, eficazes e humanizadas.