Dissertações2018

MANEJO CLINICO / ALGORITMO DE OSTEOARTRITE PARA MÉDICOS DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA.

Dados do documento

Autor(es)
Joelma Moreira de Norões Ramos
Orientador(es)
Gerardo Vasconcelos Mesquita
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2018
Data de publicação
06 de dezembro de 2018
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Osteoartrite. Clínicos Gerais. Atenção Primária de Saúde.

Resumo

Introdução: A Osteoartrite, também denominada osteoartrose ou artrose, é uma doença crônica osteodegenerativa que ocasiona o déficit e perda da cartilagem articular. É a doença reumática mais prevalente e acomete a maior parte dos idosos maiores de 60 anos. No Brasil, há uma deficiência de algoritmos clínicos para manejo da osteoartrite na atenção básica, principalmente estudos regionalizados e adaptados para realidade de cada população. Objetivos: Elaborar um algoritmo para manejo clínico de osteoartrite para médicos da atenção primária. Definir o perfil profissional dos médicos que atendem na estratégia de saúde da família (ESF) no município de Teresina. Avaliar a capacidade técnica e estrutural para diagnóstico e seguimento desses pacientes. Métodos: Estudo quantitativo no qual os médicos da atenção básica foram convidados a responder um questionário, que aborda aspectos sociodemográficos do profissional, além de conhecimento técnico sobre diagnóstico e seguimento de osteoartrite. Resultados: Observou-se que o generalista da ESF de Teresina é um profissional mais jovem (<50 anos), com mais de 5 anos de atuação na atenção básica, faz regularmente atualização científica, sente-se apto a realizar o diagnóstico com exames simples de imagem. Porém, apontam como dificuldades para seguimento desses pacientes: falta de programas de promoção à saúde, equipe multidisplinar e melhor acesso às consultas no sistema único de saúde (SUS). Consideram de suma importância projetos de promoção à saúde voltados para esses pacientes e confecções de algoritmos de manejo da osteoartrite direcionados à médicos da atenção básica. Conclusão: Os médicos da ESF de Teresina são, em sua maioria, mulheres com menos de 50 anos, mais de 15 anos de graduação e metade com especialização. Eles apontam que há demanda de pacientes com queixas osteoarticulares na atenção básica, conseguem fazer o diagnóstico, no entanto, encaminham esses pacientes à especialistas por dificuldades no seguimento. Há necessidade de programas de promoção à saúde voltados à comunidade e algoritmos de manejo clínico direcionados aos médicos.