MANEJO CLINICO / ALGORITMO DE OSTEOARTRITE PARA MÉDICOS DA ESTRATÉGIA DE SAÚDE DA FAMÍLIA.
Dados do documento
Resumo
Introdução: A Osteoartrite, também denominada osteoartrose ou artrose, é uma doença crônica osteodegenerativa que ocasiona o déficit e perda da cartilagem articular. É a doença reumática mais prevalente e acomete a maior parte dos idosos maiores de 60 anos. No Brasil, há uma deficiência de algoritmos clínicos para manejo da osteoartrite na atenção básica, principalmente estudos regionalizados e adaptados para realidade de cada população. Objetivos: Elaborar um algoritmo para manejo clínico de osteoartrite para médicos da atenção primária. Definir o perfil profissional dos médicos que atendem na estratégia de saúde da família (ESF) no município de Teresina. Avaliar a capacidade técnica e estrutural para diagnóstico e seguimento desses pacientes. Métodos: Estudo quantitativo no qual os médicos da atenção básica foram convidados a responder um questionário, que aborda aspectos sociodemográficos do profissional, além de conhecimento técnico sobre diagnóstico e seguimento de osteoartrite. Resultados: Observou-se que o generalista da ESF de Teresina é um profissional mais jovem (<50 anos), com mais de 5 anos de atuação na atenção básica, faz regularmente atualização científica, sente-se apto a realizar o diagnóstico com exames simples de imagem. Porém, apontam como dificuldades para seguimento desses pacientes: falta de programas de promoção à saúde, equipe multidisplinar e melhor acesso às consultas no sistema único de saúde (SUS). Consideram de suma importância projetos de promoção à saúde voltados para esses pacientes e confecções de algoritmos de manejo da osteoartrite direcionados à médicos da atenção básica. Conclusão: Os médicos da ESF de Teresina são, em sua maioria, mulheres com menos de 50 anos, mais de 15 anos de graduação e metade com especialização. Eles apontam que há demanda de pacientes com queixas osteoarticulares na atenção básica, conseguem fazer o diagnóstico, no entanto, encaminham esses pacientes à especialistas por dificuldades no seguimento. Há necessidade de programas de promoção à saúde voltados à comunidade e algoritmos de manejo clínico direcionados aos médicos.