TCC2025

MARCADORES BIOLÓGICOS APLICADOS ÀS SÍNDROMES DEMENCIAIS: PERSPECTIVAS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE E DIFERENCIAL

Dados do documento

Autor(es)
João Lucas Gomes Carvalho; Ellen Gomes Escórcio; João Eduardo Baquil Cardozo
Orientador(es)
Luan Kelves Miranda de Souza
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
18 de janeiro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Síndromes demenciais. Diagnóstico diferencial. Diagnóstico precoce. Biomarcadores.

Resumo

As síndromes demenciais representam um conjunto de condições neurodegenerativas progressivas, cuja detecção

precoce é essencial para um manejo clínico eficaz e personalizado. No entanto, os métodos diagnósticos

convencionais apresentam limitações quanto à sensibilidade e especificidade nos estágios iniciais dessas patologias.

Nesse contexto, os marcadores biológicos emergem como ferramentas promissoras, capazes de fornecer subsídios

objetivos para a identificação precoce e o diagnóstico diferencial entre os diversos subtipos de demência. Objetivo:

Investigar, de forma aprofundada, a relevância e a aplicabilidade dos biomarcadores na identificação precoce e no

diagnóstico diferencial das principais síndromes demenciais, abordando também seus mecanismos etiopatogênicos,

aspectos epidemiológicos e métodos diagnósticos. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura,

conduzida por três autores independentes, com análise de artigos publicados entre 1994 e 2024. As buscas foram

realizadas nas bases PubMed, SciELO e LILACS, utilizando descritores específicos combinados por operadores

booleanos (“AND” e “AND NOT”). Foram incluídos estudos que abordam a relação entre biomarcadores e

demências, bem como trabalhos que exploram suas características clínicas, epidemiológicas e fisiopatológicas.

Resultados e Considerações Finais: Os achados indicam que os biomarcadores – especialmente os plasmáticos e

liquóricos, como p-tau181, Aβ42/Aβ40, NfL e GFAP – vêm desempenhando um papel crescente na acurácia

diagnóstica de doenças como Alzheimer, demência com corpos de Lewy, demência frontotemporal e demência

vascular. A utilização combinada desses marcadores, aliada a técnicas de imagem e critérios clínicos, mostra-se

eficaz para a diferenciação entre os subtipos de demência e para intervenções terapêuticas mais precoces e

individualizadas. Conclui-se que a incorporação sistemática dos biomarcadores ao protocolo diagnóstico representa

um avanço significativo na medicina personalizada aplicada às doenças neurodegenerativas.