MARCADORES BIOLÓGICOS APLICADOS ÀS SÍNDROMES DEMENCIAIS: PERSPECTIVAS PARA O DIAGNÓSTICO PRECOCE E DIFERENCIAL
Dados do documento
Resumo
As síndromes demenciais representam um conjunto de condições neurodegenerativas progressivas, cuja detecção
precoce é essencial para um manejo clínico eficaz e personalizado. No entanto, os métodos diagnósticos
convencionais apresentam limitações quanto à sensibilidade e especificidade nos estágios iniciais dessas patologias.
Nesse contexto, os marcadores biológicos emergem como ferramentas promissoras, capazes de fornecer subsídios
objetivos para a identificação precoce e o diagnóstico diferencial entre os diversos subtipos de demência. Objetivo:
Investigar, de forma aprofundada, a relevância e a aplicabilidade dos biomarcadores na identificação precoce e no
diagnóstico diferencial das principais síndromes demenciais, abordando também seus mecanismos etiopatogênicos,
aspectos epidemiológicos e métodos diagnósticos. Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura,
conduzida por três autores independentes, com análise de artigos publicados entre 1994 e 2024. As buscas foram
realizadas nas bases PubMed, SciELO e LILACS, utilizando descritores específicos combinados por operadores
booleanos (“AND” e “AND NOT”). Foram incluídos estudos que abordam a relação entre biomarcadores e
demências, bem como trabalhos que exploram suas características clínicas, epidemiológicas e fisiopatológicas.
Resultados e Considerações Finais: Os achados indicam que os biomarcadores – especialmente os plasmáticos e
liquóricos, como p-tau181, Aβ42/Aβ40, NfL e GFAP – vêm desempenhando um papel crescente na acurácia
diagnóstica de doenças como Alzheimer, demência com corpos de Lewy, demência frontotemporal e demência
vascular. A utilização combinada desses marcadores, aliada a técnicas de imagem e critérios clínicos, mostra-se
eficaz para a diferenciação entre os subtipos de demência e para intervenções terapêuticas mais precoces e
individualizadas. Conclui-se que a incorporação sistemática dos biomarcadores ao protocolo diagnóstico representa
um avanço significativo na medicina personalizada aplicada às doenças neurodegenerativas.