TCC2020

MATERNIDADE E GESTAÇÃO NO SISTEMA PENITENCIÁRIO FEMININO BRASILEIRO: UM ESTUDO DE CASO DE 2014 A 2017

Dados do documento

Autor(es)
Debora da Mota Zankanol e Silva; Paulo Sergio Pereira da Silva
Orientador(es)
Raymara Martins de Sousa Carvalho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2020
Data de publicação
14 de novembro de 2020
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Redenção
Palavras-chave
Mulheres lactantes ou gestantes. Sistema Penitenciário Feminino Brasileiro. Lei de Execuções Penais.

Resumo

O presente artigo visa analisar a condição das mulheres lactantes ou gestantes privadas de liberdade no lapso temporal de 2014 a 2017, a recorrente violação de seus direitos no Sistema Penitenciário Feminino Brasileiro, bem como estudar os benefícios de leis infraconstitucionais sobre a temática, mais especificamente a lei nº 11.942/09, incorporada à Lei de Execuções Penais (LEP). Objetivou-se analisar o Sistema Prisional Feminino Brasileiro e a realidade vivida pelas mulheres no sistema carcerário em face das garantias legais. Para a realização deste estudo, utilizou-se a pesquisa exploratória – a fim de buscar conhecer melhor a realidade do sistema penitenciário brasileiro –, o método estudo de caso por amostragem sistemática e de uma leitura bibliográfica da jurisprudência, artigos, leis e fatos expostos na rede sobre o tema, fez-se uma abordagem qualitativa e quantitativa dos dados analisados. Em 2014, conforme os relatórios do INFOPEN mulheres, havia 37.380; em 2016, 41.087; em 2017, 37.828. Em 2014, apenas 32% das unidades possuíam espaço para berçário ou centro de referência materno infantil; no entanto, em 2016, 85% das detentas estavam submetidas a locais desumanos, sem ao menos ter um espaço confortável para descansar. No ano de 2017, houve diminuição de 16% para 14,14%, das unidades prisionais com espaço reservado para gestantes ou lactantes. Há dados sobre um local adequado, com possibilidade de contato com o recém-nascido, em apenas 48 unidades prisionais brasileiras. Portanto, percebe-se que o Estado almeja encarcerar seres humanos sem se preocupar, muitas vezes, em proporcionar a tão defendida dignidade da pessoa humana no cumprimento das sanções penais. Consequentemente, a situação extremamente precária das mulheres gestantes ou lactantes se agrava, em especial quanto aos filhos recém-nascidos que estão submetidos a este sistema prisional feminino brasileiro.