TCC2021

MEDICINA CENTRADA NA PESSOA: UMA NOVA PERSPECTIVA NA PRÁTICA MÉDICA

Dados do documento

Autor(es)
Leandro Barroco Serrano de Castro
Orientador(es)
Adriano de Azevedo Maury
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2021
Data de publicação
28 de abril de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
“Medicina de Família e Comunidade”. “Medicina Centrada na Pessoa”. “Atenção Primária em Saúde”.

Resumo

Introdução: A medicina centrada na pessoa constitui uma metodologia clínica que visa abordar o indivíduo de forma integral, isso inclui explorar e perceber, não só os aspectos orgânicos da doença, mas também a subjetividade envolvida no processo de adoecimento. Assim, investiga-se os sentimentos e expectativas da pessoa em relação ao seu estado de saúde; prioriza-se uma comunicação atenta, clara e afetuosa; estimula-se o paciente a criar autonomia no seguimento terapêutico; e busca criar um plano curativo junto ao paciente, entendendo as prioridades e metas individualmente. Ainda, apresenta vantagens em relação à abordagem médica atual, com melhora significativa na adesão ao tratamento, melhor vínculo médico-paciente, e menores custos relacionados à encargos e gastos em gestão de saúde. Objetivos: Revisar e apresentar a temática de MCP, assim como analisar sua importância e relevância na ciência médica atual, suas vantagens na aplicabilidade do exercício médico, além de avaliar os desafios dessa implementação e mudança de metodologia clínica. Materiais e métodos: Foi realizada uma revisão de literatura, através da pesquisa de artigos em biblioteca virtual e uso de um livro base, com enfoque nos conceitos básicos de medicina centrada no paciente, além de suas implicações e importância da incorporação na prática médica. Conclusão: podemos perceber que atualmente existe um descompasso entre desenvolvimento tecnológico/social e humanização da atenção em saúde. A população expõe-se a falhas médicas, tratamentos e intervenções às vezes prejudiciais e desnecessárias, e o modelo de assistência médica em vigência mostra-se insuficiente para atender grande parte das demandas em saúde na atualidade. ademais, deve se pensar numa reformulação do currículo médico a fim de implementar o ensino de outros métodos clínicos e disciplinas que estimulem a comunicação e investigação da subjetividade no processo de adoecer.