TCC2025

MICROBIOTA INTESTINAL COMO FATOR MODULADOR NO DESENVOLVIMENTO E PROGRESSÃO DA DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Alanna Fernandes de Medeiros Brasileiro; Núbia Révenny Soares de Almeida Lima; Rudi Scaffa Santiago Pontes
Orientador(es)
Ana Paula Fernandes da Silva
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
26 de junho de 2026
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Jaboatão
Palavras-chave
Alfa-sinucleína. Doença de Parkinson. Microbiota intestinal.

Resumo

Objetivo: Evidenciar a relação entre disbiose intestinal e acúmulo de α-sinucleína no plexo mioentérico no desenvolvimento e progressão da Doença de Parkinson (DP). Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa exploratória, descritiva e qualitativa, estruturada pela estratégia PICo. A busca foi realizada nas bases PubMed e ScienceDirect, incluindo artigos dos últimos dez anos, em português ou inglês, que abordassem disbiose intestinal, α-sinucleína, plexo mioentérico e DP. Os estudos foram organizados em quatro eixos: relação disbiose e α-sinucleína, neuroinflamação, papel do plexo mioentérico na progressão da doença e intervenções moduladoras da microbiota. Resultados: A disbiose intestinal pode representar o evento inicial da DP, favorecendo o acúmulo precoce de α-sinucleína no sistema nervoso entérico (SNE). A redução de bactérias produtoras de ácidos graxos de cadeia curta e o aumento de espécies pró-inflamatórias comprometem a barreira intestinal e desencadeiam neuroinflamação, configurando possível mecanismo causal e biomarcador precoce. Além disso, alguns estudos indicam que intervenções como o transplante de microbiota fecal podem modular a composição microbiana e atenuar alterações do SNE associadas à progressão da doença. Considerações finais: A DP configura condição sistêmica e neuroimune resultante da interação entre disbiose, inflamação e ativação entérica, destacando o eixo microbiota-intestino-cérebro como alvo promissor para terapias modificadoras.