TCC2026

MODULAÇÃO DA NEUROPLASTICIDADE PELOS ANTIDEPRESSIVOS E OS IMPACTOS NO TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO EM ADULTOS: REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Adrian Rocha Amorim; Francisco das Chagas Soares da Silva Júnior; Isabella Maria de Jesus Peñafiel Carvalho
Orientador(es)
Antonielly Campinho dos Reis
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Plasticidade Cerebral. Antidepressivos. Transtornos Mentais. Neurogênese.

Resumo

Introdução: A neuroplasticidade cerebral é a habilidade do sistema nervoso central de reestruturar conexões sinápticas, alterar circuitos neurais e realizar adaptações funcionais em resposta a estímulos do ambiente, vivências e tratamentos terapêuticos. Alterações neuroplásticas no hipocampo, córtex pré-frontal e amígdala, tanto em aumento quanto em diminuição, têm sido relacionadas à fisiopatologia da doença nos transtornos psiquiátricos. Nesse contexto, os antidepressivos passaram a ser explorados não apenas como moduladores monoaminérgicos, mas também como agentes que impulsionam reorganização neural via ativação de vias neurotróficas, neurogênese e remodelação sináptica. Objetivo: Analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura, os efeitos dos antidepressivos sobre a neuroplasticidade e suas implicações para o tratamento psiquiátrico em adultos. Metodologia: Foi conduzida uma revisão integrativa da literatura nas bases MEDLINE via PubMed®, BVS, LILACS, PsycINFO, Cochrane Library e PubMed Central (PMC), com publicações entre 2015 e 2025. Foram selecionados estudos originais, revisões sistemáticas e pesquisas observacionais que tratam da modulação da neuroplasticidade por meio de antidepressivos em adultos com transtornos psiquiátricos. A seleção dos estudos seguiu as diretrizes do PRISMA e a formulação da pergunta norteadora foi feita com base na estratégia PICOS. Resultados: No total, foram encontrados 330 estudos relevantes em uma primeira triagem, além de 13 outros por meio de Snowballing, somando ao total 343 estudos. Depois de eliminar duplicatas e realizar uma triagem e análise de elegibilidade, 9 estudos formaram a síntese qualitativa final. Os resultados mostraram que os antidepressivos, especialmente os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), levam ao aumento da expressão de BDNF, à reorganização de circuitos corticolímbicos, à neurogênese no hipocampo e à modulação de mecanismos sinápticos relacionados à plasticidade cerebral. Conclusão: Conclui-se que os antidepressivos estão associados aos efeitos terapêuticos por mecanismos que transcendem a modulação imediata de neurotransmissores, envolvendo processos complexos de reorganização estrutural e funcional do cérebro adulto. A neuroplasticidade configura-se como um dos principais mecanismos relacionados à resposta terapêutica e à recuperação funcional em transtornos psiquiátricos, reforçando a importância de abordagens terapêuticas integradas e individualizadas.