TCC2025

MONITORIZAÇÃO HEMODINÂMICA NO CHOQUE SÉPTICO E ANAFILÁTICO: PARÂMETROS CLÍNICOS, PERFIS HEMODINÂMICOS E RESPOSTA IMEDIATA, UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Dados do documento

Autor(es)
Everaldo Duarte; Luis Antonio Gonçalves da Silva Júnior; Thiago José Santos Barros
Orientador(es)
Renata Patrícia Freitas Soares de Jesus; Bruno Augusto Fernando de Oliveira Machado
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
26 de junho de 2026
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Jaboatão
Palavras-chave
Perfusão tecidual. Disfunção circulatória. Terapia guiada por metas. Métodos invasivos e não invasivos. Cuidados intensivos.

Resumo

Este estudo apresenta uma revisão integrativa sobre as estratégias de monitorização hemodinâmica aplicadas ao choque séptico e ao choque anafilático, analisando seu impacto na condução terapêutica e nos desfechos clínicos. A escolha desses dois tipos de choque se justifica pela relevância clínica de ambos, pela rápida deterioração perfusional que compartilham e pela necessidade de intervenções imediatas guiadas por monitorização precisa. A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Science Direct, contemplando artigos publicados entre 2015 e 2025. Foram incluídos estudos que abordaram métodos invasivos, minimamente invasivos e não invasivos de monitorização hemodinâmica, com ênfase em sua aplicabilidade na avaliação de perfusão tecidual, estabilidade circulatória, reconhecimento precoce de disfunção orgânica e otimização da resposta terapêutica. Os resultados destacam que a utilização combinada de técnicas como ecocardiografia point-of-care, análise dinâmica de fluidos, monitorização de débito cardíaco e avaliação de marcadores clínicos de perfusão permite intervenções mais individualizadas e seguras. No choque séptico, observou-se forte associação entre monitorização adequada, reversão mais rápida da hipoperfusão e redução de mortalidade. No choque anafilático, embora existam menos estudos, a identificação precoce da disfunção circulatória e a correção hemodinâmica guiada por parâmetros específicos mostraram papel essencial na evolução clínica. Conclui-se que a monitorização hemodinâmica representa um componente central da abordagem intensiva nesses cenários, porém sua efetividade depende da interpretação criteriosa dos dados e da integração com avaliação clínica. São necessários mais estudos prospectivos que comparem diretamente diferentes modos de monitorização e estabeleçam protocolos específicos para o choque anafilático.