TCC2026

MORBIMORTALIDADE POR SEPSE NO BRASIL: ANÁLISE ESPACIAL E DISTRIBUIÇÃO TEMPORAL

Dados do documento

Autor(es)
Jackeline Bezerra da Silva; Tâmara Ravena Gonçalves Ferreira; Victória Hellen de Souza Agripino Ribeiro
Orientador(es)
Ana Raquel Batista de Carvalho
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2026
Data de publicação
08 de setembro de 2026
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Sepse. Mortalidade. Desigualdades em saúde. Saúde pública.

Resumo

Introdução: A sepse é uma das principais causas de morbidade e mortalidade em todo o mundo e foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como uma prioridade global de saúde. Objetivo: Analisar a morbidade, a mortalidade hospitalar relacionadas à sepse no Brasil, considerando tendências temporais e distribuição espacial de 2015 a 2024. Métodos: Foi realizado um estudo ecológico de base populacional utilizando dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS). As tendências temporais foram avaliadas por meio de regressão de Prais-Winsten, os padrões espaciais por meio do Índice I de Moran e Indicadores Locais de Associação Espacial, e as associações entre características demográficas e desfechos por meio de regressão binomial negativa. Resultados: Foram registradas 2.317.540 internações hospitalares relacionadas à sepse durante o período do estudo, apresentando uma tendência crescente significativa (variação percentual anual: 4,8%). A análise espacial identificou clusters de alta-alta incidência de internações em Santa Catarina e Rio de Janeiro e clusters de baixa-baixa incidência no Pará e Tocantins. A mortalidade hospitalar foi maior entre homens (IRR = 1,05; IC 95%: 1,02–1,08) e idosos (IRR = 2,15; IC 95%: 2,06–2,24). Conclusão: As internações por sepse aumentaram substancialmente no Brasil entre 2015 e 2024, acompanhadas por mortalidade persistentemente elevada, acentuadas desigualdades regionais e uma redução paradoxal nos custos médios de reembolso hospitalar. Esses achados reforçam a sepse como um importante desafio de saúde pública e destacam a necessidade de fortalecer estratégias de detecção precoce, capacitação profissional e políticas de saúde voltadas para garantir acesso equitativo e sustentabilidade financeira dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).