MORTALIDADE INTRAOPERATÓRIA NAS ESPLENECTOMIAS POR TRAUMA
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Resumo
O baço é o maior órgão do sistema linfático, sendo classificado como um sistema mononuclear fagocitário. Sua função consiste na defesa orgânica do corpo, através de seus mecanismos de fagocitose, filtração e formação do sistema imunológico, através da formação de células imunológicas e do sistema complemento, para atuar na defesa do corpo humano. Nos serviços emergenciais notam-se que o baço é um dos órgãos intra-abdominais mais acometidos e lesados em traumas acidentais, como por exemplo em acidentes automobilísticos. Diante de quadros de traumas, muitas das vezes é necessário a realização da esplenectomia, uma cirurgia que abrange a retirada do baço. Em comparação a outros procedimentos intraoperatórios, a esplenectomia por trauma, apresenta uma mortalidade relativamente baixa, no entanto outras comorbidades ou condições hemodinâmicas do paciente em associação ao procedimento, podem cursar com complicações que ocasionam a mortalidade do indivíduo, como hemorragias, infecções pós operatórias, choque hipovolêmico e outros. A finalidade desse trabalho, denota-se na importância de determinar a morbimortalidade entre os pacientes submetidos a esplenectomia na presença de lesões graves por trauma. Por isso, deve-se ter os conhecimentos das estruturas anatômicas e fisiológicas do baço, o estudo do trauma sofrido pelo paciente, afim de avaliar as repercussões clínicas no intra e pós operatório. Dessa maneira, o trabalho tem o objetivo de determinar impactos provenientes das esplenectomias e os fatores de risco encontrados nos pacientes, afim de elaborar intervenções ao combate da mortalidade intraoperatórias destes procedimentos.