MORTE E LUTO SOB A PERSPECTIVA FENOMENOLÓGICA EXISTENCIAL - UMA ABORDAGEM DA EXPERIÊNCIA
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Resumo
O presente trabalho explora a evolução das percepções sobre a morte nas sociedades ao longo do tempo, destacando que, na modernidade, a morte é frequentemente evitada em arginalizada, tornando-se um tabu em uma cultura que prioriza a juventude e a segurança.Autores como Bauman (2008) discute o medo da morte e sua exclusão, em contraste com civilizações antigas que integravam a morte de forma natural em suas vidas. Retoma-se, neste artigo, a noção de sentido da vida para Viktor Frankl (2021), que argumenta que a consciência da finitude confere sentido à vida, incentivando as pessoas a viverem de maneira mais autêntica e a buscarem propósito, mesmo em meio ao sofrimento. Para ele, essa consciência traz responsabilidade pelas escolhas pessoais. Sendo assim, pretendeu-se esboçar reflexões acerca da cultura da morte ao longo da história e atualmente, correlacionando com o conceito de sentido da vida em Viktor Frankl, para compreender como a psicologia fenomenológica existencial pode contribuir nos indivíduos que vivenciam o processo do luto. No âmbito da psicologia fenomenológica existencial, o luto pode ser compreendido como uma experiência íntima, onde o enlutado vivencia a dor e pode buscar significado na perda. A terapia oferece um espaço seguro para compartilhar emoções, permitindo a ressignificação da dor e a valorização da memória do falecido. Dessa forma, a morte é apresentada não apenas como um fim, mas como uma oportunidade de reflexão acerca da vida e seus afetos.