TCC2024

MORTE E LUTO SOB A PERSPECTIVA FENOMENOLÓGICA EXISTENCIAL - UMA ABORDAGEM DA EXPERIÊNCIA

Dados do documento

Autor(es)
Leonardo José de Paula Silva; Sabrina Fernanda do N. Lopes
Orientador(es)
Mariela Cristina de Aguiar Costa
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
24 de fevereiro de 2025
Nome do curso
Psicologia
Palavras-chave
Morte. Luto. Psicologia-existencial.

Resumo

O presente trabalho explora a evolução das percepções sobre a morte nas sociedades ao longo do tempo, destacando que, na modernidade, a morte é frequentemente evitada em arginalizada, tornando-se um tabu em uma cultura que prioriza a juventude e a segurança.Autores como Bauman (2008) discute o medo da morte e sua exclusão, em contraste com civilizações antigas que integravam a morte de forma natural em suas vidas. Retoma-se, neste artigo, a noção de sentido da vida para Viktor Frankl (2021), que argumenta que a consciência da finitude confere sentido à vida, incentivando as pessoas a viverem de maneira mais autêntica e a buscarem propósito, mesmo em meio ao sofrimento. Para ele, essa consciência traz responsabilidade pelas escolhas pessoais. Sendo assim, pretendeu-se esboçar reflexões acerca da cultura da morte ao longo da história e atualmente, correlacionando com o conceito de sentido da vida em Viktor Frankl, para compreender como a psicologia fenomenológica existencial pode contribuir nos indivíduos que vivenciam o processo do luto. No âmbito da psicologia fenomenológica existencial, o luto pode ser compreendido como uma experiência íntima, onde o enlutado vivencia a dor e pode buscar significado na perda. A terapia oferece um espaço seguro para compartilhar emoções, permitindo a ressignificação da dor e a valorização da memória do falecido. Dessa forma, a morte é apresentada não apenas como um fim, mas como uma oportunidade de reflexão acerca da vida e seus afetos.