TCC2025

NANOMEDICINA E AVC: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE OS AVANÇOS TERAPÊUTICOS E EFEITOS NEUROPROTETORES

Dados do documento

Autor(es)
Éric Ramon Paixão da Silva; Maria Fernanda Farias Brito
Orientador(es)
Ma. Ana Paula Vilanova Negreiros; Felippe Barbosa Gomes
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
09 de setembro de 2025
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Cruzeiro do Sul
Palavras-chave
Rt-PA. Nanotecnologia. Farmacocinética. AVCi.

Resumo

INTRODUÇÃO: O Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCi) representa uma das principais causas de morbimortalidade no mundo. O tratamento atual com rt-PA enfrenta limitações como curta meia-vida, risco de hemorragia e dificuldade de atravessar a barreira hematoencefálica (BHE). Nesse contexto, a nanotecnologia surge como alternativa promissora. OBJETIVOS: Avaliar como as nanopartículas (NPs) contribuem para superar barreiras farmacológicas no tratamento do AVCi, melhorar a farmacocinética do rt-PA e investigar seu potencial neuroprotetor. METODOLOGIA: Revisão sistemática conduzida segundo as diretrizes PRISMA e estratégia PICO. A busca foi realizada nas bases PubMed Central e Google Acadêmico, com inclusão de estudos publicados nos últimos cinco anos que abordassem NPs associadas ao rt-PA em modelos clínicos ou experimentais de AVCi. RESULTADOS: Foram incluídos 26 estudos. As NPs, como lipossomas, partículas poliméricas e magnéticas, mostraram-se eficazes em aumentar a meia-vida plasmática, promover liberação controlada do rt-PA e melhorar sua distribuição no SNC (Sistema Nervoso Central). Em modelos animais, observaram-se efeitos neuroprotetores como redução de espécies reativas de oxigênio e preservação da BHE. DISCUSSÃO: Os resultados indicam que as NPs potencializam a eficácia do rt-PA e reduzem seus efeitos adversos. No entanto, a predominância de estudos pré-clínicos e a heterogeneidade metodológica limitam a aplicação imediata dos achados na prática clínica. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A nanotecnologia apresenta grande potencial no tratamento do AVCi, com avanços na farmacocinética e neuroproteção. Ainda assim, são necessários mais estudos clínicos e padronização das estratégias para viabilizar sua implementação segura e eficaz.