TCC2024

NOVOS CURSOS DE MEDICINA NA BAHIA: HÁ IMPACTO SOBRE PERFIL PROFISSIONAL E MERCADO DE TRABALHO?

Dados do documento

Autor(es)
Denise da Silva Nascimento; Lizandro Neri Ramos
Orientador(es)
Pedro Paulo Oliveira Carneiro
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
12 de dezembro de 2025
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Bahia
Palavras-chave
Médicos. Distribuição de médicos. Faculdades de medicina. Mercado de trabalho.

Resumo

Introdução: Nos últimos anos, o Brasil experimentou um aumento significativo no número de cursos de medicina. Em 1898, existiam 3 faculdades de medicina no país. Nos 124 anos seguintes, foram criadas 386 faculdades de medicina. Tal crescimento é refletido em uma expansão acelerada do número médicos na Bahia. Objetivos: O presente artigo tem como objetivo esboçar um panorama da expansão dos cursos de medicina na Bahia entre 2010 e 2024, projetar este crescimento para 2040 e analisar as possíveis implicações para o médico recém-formado no mercado de trabalho. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo e longitudinal de caráter retrospectivo, onde foi realizada análise documental em relatórios da Demografia Médica no Brasil e complementados por informações de agências nacionais. Foram analisadas variáveis como população, número de médicos, razão médico/habitante, sexo, média etária, tempo de formação, número de especialistas e generalistas, número de cursos e faculdades de medicina, e o número de médicos e unidades de saúde por macrorregião no Estado da Bahia. Utilizou-se a taxa composta de crescimento para projetar a população médica até 2040. Resultados: No período estudado, observou-se uma expansão significativa dos cursos de medicina, e aumento de mais de 63,11% no número de médicos em 2024, no Estado, em relação ao ano de 2010. A taxa de 1,91 médicos/1,000 habitantes na Bahia em 2024 mantém-se inferior à meta brasileira de 2,5.Observou-se feminização progressiva da profissão e um acréscimo no número de generalistas. O número de estabelecimentos de saúde cresceu nas macrorregiões da Bahia, assim como a relação médicos/unidade de saúde; esta foi maior nas áreas urbanas. Ainda assim, o mercado de trabalho médico não está saturado. A distribuição geográfica dos médicos mostra concentração em Salvador, porém observa-se um padrão de pouca variabilidade nas demais macrorregiões. O10estudo proporciona projeção do número de médicos na Bahia para 2040, indicando que, se o número de médicos e a população baiana continuarem no mesmo ritmo de crescimento, em 2040 haverá cerca de 4 médicos por 1.000 habitantes. Conclusão: A expansão dos estabelecimentos de saúde tem contribuído para a absorção de médicos na Bahia, mas a concentração nas áreas urbanas revela certa heterogeneidade, o que é esperado devido à forma de organização hierarquizada da atenção, utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esses resultados destacam a necessidade de políticas eficazes para garantir uma distribuição regional equilibrada e a qualidade dos serviços médicos.