O AGRAVAMENTO DOS CASOS DE SÍNDROMES DEMENCIAIS COM A PANDEMIA DA COVID-19: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA
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Resumo
Diante das mudanças evolutivas na pirâmide etária populacional é evidente um maior número de pessoas idosas na sociedade e isso se deve a fatores como o aumento da expectativa de vida, além da inserção cada vez maior da mulher no mercado de trabalho, o que interfere diretamente na diminuição da taxa de natalidade e queda da taxa de fecundidade. Com o envelhecimento populacional cresce o número de doenças neurodegenerativas, dentre elas os quadros demenciais. Com a pandemia da COVID-19, o isolamento social foi uma ferramenta usada para contenção da contaminação viral. Porém, a privação social impactou a saúde da pessoa idosa por configurar um grupo populacional que por meio da sociabilidade alcança um melhor prognóstico perante a deterioração da reserva cognitiva. Além do mais, a solidão na terceira idade é algo que sempre afetou esse grupo populacional, independentemente da vivência em tempos pandêmicos, abrangendo um aspecto que vai muito além da sociabilidade. O objetivo desta pesquisa é identificar os fatores que influenciam na maior vulnerabilidade do organismo da pessoa idosa com quadro demencial prévio perante a afecção pelo vírus SARS-Cov-2 e analisar o impacto do isolamento social no agravamento do comprometimento cognitivo desta população.