TCC2025

O AUTISMO E SUA RELAÇÃO COM A SUPLEMENTAÇÃO E ÁCIDO FÓLICO

Dados do documento

Autor(es)
Ana Carolina Cabral de Melo; Felipe de Oliveira Valadão; Felipe Vidal Durço
Orientador(es)
Douglas Roberto Guimarães Silva
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
30 de junho de 2025
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Autismo. Gestação. Ácido fólico.

Resumo

O período gestacional tem sido amplamente investigado quanto a fatores que possam modular o risco de TEA. Entre eles, destaca se a suplementação de ácido fólico (vitamina B9) no período periconcepcional e no primeiro trimestre da gravidez. OBJETIVO: Esse artigo buscou analisar a relação entre a suplementação de ácido fólico no período pré-concepcional e gestacional e o risco de desenvolvimento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) na infância. METODOLOGIA: foi realizada uma revisão integrativa da literatura científica publicada nos últimos cinco anos, com busca sistematizada nas bases de dados PubMed, Medline, Lilacs e Portal Regional da BVS. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados quatorze estudos originais, incluindo ensaios clínicos, estudos de coorte, estudos caso-controle, revisões sistemáticas e meta-análises. RESULTADOS E DISCUSSÃO: A análise dos dados demonstrou que a suplementação adequada de ácido fólico, especialmente nos estágios iniciais da gestação, tende a estar associada à redução do risco de TEA, embora estudos também indiquem que a exposição excessiva ou inadequada possa representar fator de risco em determinados contextos. Além disso, aspectos como o timing da suplementação, a dosagem, a forma bioquímica e fatores genéticos maternos mostraram-se relevantes para os desfechos observados. CONCLUSÃO: Conclui-se que a suplementação de ácido fólico permanece uma estratégia importante de saúde pública, porém deve ser acompanhada de orientações clínicas precisas, visando maximizar benefícios e reduzir possíveis riscos associados ao neurodesenvolvimento.