TCC2014

O BRASIL E O TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL SOB O ENFOQUE DOS DIREITOS HUMANOS

Dados do documento

Autor(es)
Júlia da Silveira Pinto Resende
Orientador(es)
Raquel Maria Vieira Braga
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2014
Data de publicação
04 de junho de 2024
Nome do curso
Direito
Palavras-chave
Direitos Humanos. Direito Penal Internacional. Direito Brasileiro.

Resumo

Esta monografia tem como objetivo investigar as especificidades do Direito Penal Internacional em cotejamento com o Direito brasileiro, de modo a examinar as aproximações e distanciamentos que favorecem ou impedem a concatenação do Brasil com o Tribunal Penal Internacional. Este trabalho pertence à vertente dogmática-jurídica, pois o problema delimitado questiona elementos internos ao ordenamento jurídico, sob a visão do Direito Penal. Assim, a análise está circunscrita na reflexão de textos doutrinários e artigos científicos. Por conseguinte, realiza-se um levantamento bibliográfico, com o objetivo de selecionar pontos fundamentais referentes ao tema proposto. No que tange à natureza dos dados utilizados, as normas jurídicas são utilizadas como dados primários, enquanto as doutrinas e artigos acerca do tema apresentado auxiliam a discussão proposta, caracterizando-se como dados secundários. Observou-se que, com a globalização, a perspectiva convencional acerca da atividade jurídica se torna incapaz de dar conta das questões de interesse global, como os direitos humanos. Esse contexto propicia uma conjuntura pós-nacional balizada pela emergência de constelações jurídicas supranacionais e tem competido para alterações nos institutos convencionais do Direito Penal. Todavia, a adesão ao Tribunal Penal Internacional muitas vezes entra em confronto com as especificidades dos ordenamentos jurídicos nacionais, que possuem características próprias sedimentadas ao longo de sua evolução e coadunadas com as condições históricas de cada país. Assim, observou-se que, especificamente na relação entre o Direito Brasileiro e o internacional, a adesão ao estatuto de Roma implica necessidade de mudança de referentes locais/nacionais para adequação a normas externas.