TCC2020

O EMPREGO DE IMUNOBIOLÓGICOS NA PSORÍASE E SUAS COMPLICAÇÕES

Dados do documento

Autor(es)
Filipe Brito Rodrigues; Taiara de Azevedo Nascimento
Orientador(es)
Bruno Eduardo Morais Nunes
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2020
Data de publicação
16 de junho de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Psoríase. Psoríase e tratamento. Psoríase e biológicos.

Resumo

Introdução: A psoríase é uma doença crônica autoimune e inflamatória, que afeta cerca 3% da população mundial. Apresenta um caráter multifatorial com um forte componente genético, no entanto também sofre influência de fatores ambientais. Pode acometer pele e articulações, com grande impacto na qualidade de vida dos indivíduos acometidos. A escolha do tratamento vai depender da apresentação e severidade da doença, além do custo benefício e qualidade de vida do paciente. O advento dos produtos biológicos trouxe uma mudança de paradigma no tratamento e no entendimento da patogênese da psoríase. Esta nova abordagem terapêutica tem-se demonstrado altamente direcionada e especializada, uma vez que atua em alvos específicos envolvidos na imunopatogênese da doença. Objetivos: Esse trabalho tem por objetivo promover uma revisão narrativa sobre os aspectos fisiopatológicos e a terapêutica com o uso de imunobiológicos na psoríase. Métodos: Foi realizada uma revisão não sistemática da literatura, exploratória com abordagem qualitativa, buscando informações através de levantamento bibliográfico de artigos científicos publicados entre 2015 e 2020 nas bases de dados da Pubmed (National Library of Medicine), Scielo (Scientific Electronic Library Online), e Biblioteca Cochrane. Discussão: As quatro classes de imunobiológicos utilizados para o tratamento da psoríase são os inibidores de TNF-α, inibidor da IL-12/23, inibidores da IL-17 e os inibidores da IL-23. Os imunobiológicos mostraram-se altamente eficientes no tratamento da psoríase e têm um bom perfil de segurança. Entretanto, deve-se realizar o manejo do paciente de forma a prevenir as possíveis complicações do tratamento. Conclusão: A prática clínica baseada em evidências no manejo dos pacientes com psoríase moderada a grave deve acompanhar o ritmo do repertório de possíveis terapias que vêm rapidamente surgindo. Vale ressaltar a importância do médico generalista de saber manejar um doente com psoríase moderada a grave, sendo capaz de reconhecer os efeitos adversos mais comuns e as peculiaridades das drogas imunobiológicas disponíveis.