TCC2024

O ENFERMEIRO FRENTE À HEMORRAGIA PUERPERAL ASSOCIADA À VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Dados do documento

Autor(es)
Dayana Fernandes da Silva; Gisely Assunção Cerdeira de Azevedo; Mariana Menezes Batista da Silva
Orientador(es)
Viviane de Melo Souza
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
16 de junho de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Enfermeiro. Hemorragia Puerperal. Violência Obstétrica.

Resumo

A violência obstétrica é entendida como qualquer conduta direcionada à mulher durante o trabalho de parto, parto ou puerpério que lhe cause dor, dano ou sofrimento desnecessário, ou seja, praticada sem o seu consentimento ou que desrespeite sua autonomia. É incontestável que a violência obstétrica é um fator que compromete a mulher como um todo. Sendo que devido a este ato violento e desnecessário pode-se ter como consequência a hemorragia puerperal. Objetivo: Descrever a atuação do enfermeiro na assistência a hemorragia puerperal relacionada a violência obstétrica. Metodologia: Este trabalho trata-se de uma revisão integrativa, ou seja, é um método que assegura rigor e segurança a respeito das conclusões geradas. Foi utilizado a estratégia PICo para gerar a pergunta que norteou este presente estudo, que é: “Qual o conhecimento do enfermeiro acerca da hemorragia puerperal associada à violência obstétrica?”. Resultados e discussão: Após a leitura dos artigos selecionados emergiram duas categorias temáticas, sendo elas: os enfermeiros diante da sua compreensão à violência obstétrica, que se relaciona a todos os tipos de violência seja ela verbal ou não verbal; e o silenciamento do enfermeiro na sua atenção à saúde obstétrica, que é um fator corriqueiro seja ele por medo ou por falta de autonomia nas unidades. Conclusão: Conclua-se que o objetivo inicial do trabalho era relacionar a hemorragia puerperal como um complicador associado a violência obstétrica. Entretanto, não foi possível evidenciar essa temática, pois em momento nenhum o enfermeiro permeia essa informação de relacionar a hemorragia à violência, ou seja, há falta de estudos. Contudo, é bastante visto a falta de autonomia do enfermeiro, habituação a violência, hegemonia médica ou despreparo para lidar com a situação, o enfermeiro não reconhece o próprio valor na equipe multiprofissional e os sentimentos negativos que os rodeiam. O fato é que para que essa realidade seja mudada é necessário que se tenham mudanças para além das práticas assistências, como também sociais, políticas e legais.