TCC2025

O EPISTEMICÍDIO DOS SABERES ORIGINÁRIOS DENTRO DO SISTEMA DE SAÚDE MODERNO

Dados do documento

Autor(es)
Ryndalla Gomes da Silva Cardoso
Orientador(es)
Danieles Guimarães Oliveira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
02 de setembro de 2026
Nome do curso
Enfermagem
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Processo epistemológico. Saúde moderna. Saberes originários. Enfermeiro.

Resumo

O objetivo deste trabalho foi analisar como a epistemologia decolonial e a etnobiologia podem oferecer caminhos para uma saúde mais equitativa e verdadeiramente integral, onde todos os saberes sejam reconhecidos e respeitados, e onde a resistência dos povos originários seja vista como um pilar fundamental para a construção de um futuro mais justo e plural. O método dessa pesquisa consiste em um estudo documental descritivo com abordagem qualitativa. Os resultados encontrados a partir dos estudos analisados revelam que os saberes indígenas seguem sendo marginalizados no sistema de saúde, apesar de sua eficácia e relevância cultural. Práticas como o uso de plantas medicinais, o benzimento e o parto tradicional são desvalorizadas institucionalmente, configurando formas de epistemicídio. Ainda assim, comunidades indígenas resistem, mantendo vivas suas tradições e apontando para a urgência de integrar esses conhecimentos às políticas públicas de forma respeitosa e equitativa. Como conclusão, a construção de uma epistemologia decolonial em saúde exige desmantelar estruturas eurocêntricas que marginalizam saberes indígenas. A etnobiologia se destaca como ferramenta essencial na valorização dessas práticas. A resistência dos povos originários, como os Maguta e os Laklãnõ Xokleng, comprova a eficácia de seus conhecimentos, que seguem desvalorizados por modelos ocidentais. Valorizar esses saberes é fundamental para uma saúde integral, justa e livre do colonialismo.