TCC2024

O ESTIGMA DA HANSENÍASE NO BRASIL: UMA ANÁLISE MULTIFACETADA

Dados do documento

Autor(es)
Lídia Júlia dos Santos Farias; Maria Eduarda Souza Santos
Orientador(es)
Francisco Albino de Araújo; Mário Jânio Maia Nery Júnior
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2024
Data de publicação
13 de maio de 2025
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Cruzeiro do Sul
Palavras-chave
Hanseníase – Brasil. Educação em saúde. Inclusão social.

Resumo

A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae é uma doença curável, no entanto, enfrenta estigmas sociais ocasionados por mitos acerca da sua transmissão e aparência da pele. Esses estigmas abrangem inúmeros equívocos sobre a contagiosidade da doença, gerando medo do contato, e a infeliz associação da patologia em questão com um “castigo divino” devido a falta de compreensão. A patologia segue sendo negligenciada ainda nos dias de hoje por diversos obstáculos, dentre eles, a discriminação em si, o fato de que possui uma baixa incidência em países desenvolvidos, as desigualdades sociais e econômicas (pois é frequentemente associada à condições de vida precárias) além de subnotificação. No desfecho desta revisão bibliográfica sobre "O Estigma da Hanseníase no Brasil: Uma Análise Multifacetada", é crucial reforçar a importância de abordagens holísticas e multidisciplinares para enfrentar os desafios relacionados ao estigma desta doença milenar. Ao longo deste estudo, exploramos as origens históricas do estigma da hanseníase no Brasil, suas manifestações contemporâneas e os impactos sociais e individuais que permeiam a vida dos pacientes afetados. Analisamos também as estratégias e iniciativas adotadas para combater esse estigma, destacando a necessidade de educação em saúde, conscientização pública e promoção da inclusão social dos pacientes. No entanto, é evidente que ainda há muito a ser feito. O estigma da hanseníase persiste como uma barreira significativa para o diagnóstico precoce, o tratamento eficaz e a reintegração dos pacientes na sociedade. Portanto, é fundamental que governos, profissionais de saúde, organizações não governamentais e a sociedade em geral unam esforços para combater esse estigma de forma eficaz e sustentável. Nossa revisão ressalta a necessidade de uma abordagem colaborativa e centrada no paciente, que reconheça as complexidades do estigma da hanseníase e promova a solidariedade, o respeito e a inclusão. Através do diálogo aberto, da educação em saúde e da defesa dos direitos humanos dos pacientes, podemos trabalhar juntos para criar uma sociedade mais justa e compassiva, onde o estigma da hanseníase seja finalmente superado. Que este estudo sirva como um ponto departida para futuras pesquisas, políticas e práticas que visem transformar a narrativa em torno da hanseníase no Brasil, promovendo uma cultura de aceitação, compreensão e cuidado para com aqueles que vivem com essa doença. Juntos, podemos construir um futuro onde o estigma da hanseníase seja apenas uma página virada na história da saúde pública brasileira.