TCC2021

O FLEBOVÍRUS AMAZÔNICO ( BUNYAVIRIDAE ) POTENCIALIZA A INFECÇÃO DE LEISHMANIA AMAZONENSIS : PAPEL DO EIXO PKR / IFN1 / IL-10

Dados do documento

Autor(es)
Patrícia Furtado Freixo
Orientador(es)
Lauracy Monzato
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2021
Data de publicação
16 de junho de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Leishmaniose cutânea. Flebotomíneo. Phlebovirus.

Resumo

A leishmaniose cutânea é altamente prevalente em todo o mundo, afetando milhões de pessoas em países subdesenvolvidos. Parasitas Leishmania são transmitidos aos humanos por moscas flebotomíneas. A transmissão ocorre principalmente em áreas rurais, embora a urbanização da doença esteja em andamento. Os vetores de flebotomíneo também podem transmitir vírus de RNA (arbovírus) para humanos. Nosso grupo já demonstrou a indução das vias antivirais do hospedeiro por L. amazonensis, uma vez que algumas vias de resposta antiviral potencializam a infecção por L. amazonensis e o mesmo grupo de artrópodes vetores de Leishmania transmite vírus de RNA pertencente ao gênero Phlebovirus, hipotetizamos que a coinfecção poderia agravar o parasitismo por L. amazonensis. Usando um flebovírus isolado de reservatórios de roedores de L. amazonensis (Icoaraci), demonstramos que a coinfecção com Icoaraci aumentou a carga parasitária in vivo e in vitro. Essas observações foram parcialmente corroboradas com Pacui, outro isolado de Phlebovirus. O aumento da infecção de macrófagos exigiu a expressão de IFN tipo I induzida pelo parasita e amplificada durante a coinfecção. É importante ressaltar que a infecção por outro arbovírus prevalente, o DENV2, não resultou na exacerbação da infecção do parasita. No geral, os resultados apoiam a importância da análise complexa e multifatorial de processos infecciosos, especialmente em regiões tropicais que freqüentemente têm áreas endêmicas de sobreposição.