O IMPACTO DA EMPATIA NA PRÁTICA MÉDICA
Dados do documento
Resumo
O termo empatia é de origem grega e significa “paixão pelo outro, um estado de alma que compreende os sentimentos que outra pessoa experimenta, sendo eles: sofrimento, paixão, tristeza e ira”. Empatia é um sentimento de compreensão emocional. Estudos comprovam que comportamentos empáticos por parte dos médicos são essenciais na relação médico paciente (RMP), promovendo um vínculo de respeito, confiança e segurança do paciente como profissional, implicando também em sucesso terapêutico. Sabe-se que a RMP sofreu mudanças ao decorrer do tempo e atualmente atitudes antipáticas são evitadas, entretanto, osmédicos ainda hoje enfrentam limitações frente à prática de habilidades empáticas. A presente revisão analisou o impacto da empatia em alguns aspectos da prática médica, com o intuito deque os profissionais percebam a sua importância e sejam estimulados a sua aplicação. Se trata de uma revisão narrativa da literatura a partir de artigos publicados nos últimos 10 anos nas bases de dados Pubmed, Lilacs e Scielo. As publicações revisadas no estudo foram eleitas apartir dos seguintes descritores: physicians, empathy, humans, NOT (medical student), NOT(undergraduation), NOT (medical education) e NOT (resident), em todas as bases de dados utilizadas. 82 artigos foram selecionados e o método de análise contemplou o levantamento devariáveis que sofrem influência a partir do uso de habilidades empáticas pelo profissional médico. A maioria dos estudos revelou impacto positivo da prática empática na RMP e no tratamento dos pacientes. A maioria dos médicos acreditam ter baixa habilidade empática por motivos relacionados a condições de trabalho e a subtipos específicos de pacientes. A análise também revelou que médicos cirurgiões e médicos de pronto socorro são frequentemente menos empáticos do que aqueles que atuam na área de clínica médica e pediatria, e que as médicas tendem a ser mais empáticas dos que os médicos. Concluiu-se que a empatia é elemento primordial para construção do vínculo médico-paciente, bem como um aspecto fundamental na adesão ao tratamento. Porém ainda existe grande limitação em relação ao uso de habilidades empáticas por parte dos médicos e por isso é importante a conscientização de sua importância no âmbito da RMP.