TCC2021

O IMPACTO DA EMPATIA NA PRÁTICA MÉDICA

Dados do documento

Autor(es)
Larissa Gazola Lucarelli; Rafaela Nunes Barbosa Alves de Paula
Orientador(es)
Daniel Riani Gotardelo
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2021
Data de publicação
22 de julho de 2024
Nome do curso
Medicina
Palavras-chave
Empatia. Relação médico-paciente. Médico.

Resumo

O termo empatia é de origem grega e significa “paixão pelo outro, um estado de alma que compreende os sentimentos que outra pessoa experimenta, sendo eles: sofrimento, paixão, tristeza e ira”. Empatia é um sentimento de compreensão emocional. Estudos comprovam que comportamentos empáticos por parte dos médicos são essenciais na relação médico paciente (RMP), promovendo um vínculo de respeito, confiança e segurança do paciente como profissional, implicando também em sucesso terapêutico. Sabe-se que a RMP sofreu mudanças ao decorrer do tempo e atualmente atitudes antipáticas são evitadas, entretanto, osmédicos ainda hoje enfrentam limitações frente à prática de habilidades empáticas. A presente revisão analisou o impacto da empatia em alguns aspectos da prática médica, com o intuito deque os profissionais percebam a sua importância e sejam estimulados a sua aplicação. Se trata de uma revisão narrativa da literatura a partir de artigos publicados nos últimos 10 anos nas bases de dados Pubmed, Lilacs e Scielo. As publicações revisadas no estudo foram eleitas apartir dos seguintes descritores: physicians, empathy, humans, NOT (medical student), NOT(undergraduation), NOT (medical education) e NOT (resident), em todas as bases de dados utilizadas. 82 artigos foram selecionados e o método de análise contemplou o levantamento devariáveis que sofrem influência a partir do uso de habilidades empáticas pelo profissional médico. A maioria dos estudos revelou impacto positivo da prática empática na RMP e no tratamento dos pacientes. A maioria dos médicos acreditam ter baixa habilidade empática por motivos relacionados a condições de trabalho e a subtipos específicos de pacientes. A análise também revelou que médicos cirurgiões e médicos de pronto socorro são frequentemente menos empáticos do que aqueles que atuam na área de clínica médica e pediatria, e que as médicas tendem a ser mais empáticas dos que os médicos. Concluiu-se que a empatia é elemento primordial para construção do vínculo médico-paciente, bem como um aspecto fundamental na adesão ao tratamento. Porém ainda existe grande limitação em relação ao uso de habilidades empáticas por parte dos médicos e por isso é importante a conscientização de sua importância no âmbito da RMP.