O IMPACTO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA CELERIDADE PROCESSUAL NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO PIAUÍ
Dados do documento
Resumo
O presente Trabalho de Conclusão de Curso analisa o impacto da Inteligência Artificial (IA)
na celeridade processual no Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), com ênfase na ferramenta
JuLIA, implementada em 2023. O problema de pesquisa centra-se na morosidade crônica do
sistema judiciário brasileiro, exacerbada pelo volume crescente de demandas judiciais, como
os 247 mil processos distribuídos no TJPI nos dez primeiros meses de 2023, equivalendo a um
novo caso a cada 98 segundos, o que compromete o acesso à justiça, viola o princípio da
razoável duração do processo (artigo 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal de 1988) e
contraria a eficiência administrativa (artigo 37, CF/1988), gerando insegurança jurídica e custos
sociais elevados. O objetivo geral é avaliar o impacto da IA na aceleração dos processos no
TJPI, promovendo justiça ágil e acessível, enquanto os específicos incluem conceituar a IA no
contexto jurídico, analisar celeridade e eficiência processual, e examinar a Resolução CNJ nº
332/2020, que estabelece diretrizes éticas, transparência e supervisão humana para o uso de IA,
integrando o programa Justiça 4.0. Metodologicamente, adota-se abordagem qualitativa,
exploratória e descritiva, com revisão bibliográfica sistemática de cinco estudos principais
(Serafim et al., 2023; Santos e Mata, 2024; Magalhães et al., 2024; Lucheta, 2021; Silva et al.,
2025), selecionados via buscas em bases como Google Scholar e SciELO, utilizando palavras
chave como “Inteligência Artificial”, “Celeridade Processual” e “JuLIA TJPI”, aplicando
análise de conteúdo para categorizar temas como eficiência operacional e desafios éticos,
priorizando fontes secundárias sem coleta primária. Os resultados indicam redução de 25% no
tempo médio de baixa de processos com a JuLIA, atuando em 36.783 casos e gerenciando
193.215 partes, mitigando estagnações e promovendo transição digital. Conclui-se que a IA
otimiza a tramitação, mas exige equilíbrio ético para evitar vieses e desumanização,
recomendando estudos empíricos futuros e treinamentos para um Judiciário eficiente e humano.