TCC2025

O PAPEL DA EQUIPE MULTIDISCIPLINAR DE SAÚDE NA ADESÃO AO PRÉ NATAL ENTRE GESTANTES ADOLESCENTES

Dados do documento

Autor(es)
Andressa Cameli Pinheiro; Jully Clemente
Orientador(es)
Felippe Barbosa Gomes
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
09 de setembro de 2025
Nome do curso
Não informado
Nome da Unidade
Afya Cruzeiro do Sul
Palavras-chave
Pré-natal. Adolescência. Equipe multidisciplinar. Atenção primária. Saúde pública.

Resumo

Esta monografia teve como objetivo principal analisar o papel da equipe multidisciplinar de saúde na adesão ao pré-natal entre gestantes adolescentes no Brasil. A pesquisa foi conduzida por meio de uma revisão sistemática da literatura, com base em 34 artigos selecionados nas bases BVS, SciELO, LILACS e PubMed, publicados entre os anos de 2013 e 2023. Foram utilizados os descritores: “pré-natal”, “adolescência”, “equipe multidisciplinar” e “fatores associados”. O estudo buscou compreender os fatores biopsicossociais que influenciam a adesão das adolescentes aos programas de pré-natal no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), bem como identificar as estratégias adotadas por equipes interprofissionais no acolhimento e acompanhamento dessas gestantes. Os resultados apontam que a baixa adesão está relacionada à desinformação, barreiras socioeconômicas, estigmatização social, ausência de suporte familiar e deficiência na articulação dos serviços de saúde. Observou-se que a atuação integrada de profissionais de saúde – como médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e agentes comunitários – associada à educação em saúde e ao acolhimento humanizado, é fundamental para promover vínculos de confiança e ampliar o acesso ao pré-natal. A discussão evidenciou a importância de ações intersetoriais e de políticas públicas específicas voltadas à saúde do adolescente, com foco na prevenção de gestações precoces e no fortalecimento da atenção primária. Conclui-se que a adesão ao pré-natal entre adolescentes pode ser significativamente ampliada por meio de estratégias que envolvam escuta ativa, empatia, orientação qualificada e fortalecimento da rede de apoio institucional, contribuindo, assim, para a redução da morbimortalidade materno-infantil e para o desenvolvimento saudável do binômio mãe-bebê