TCC2025

O PAPEL DA NEURITINA EM ALTERAÇÕES INTESTINAIS E COMPORTAMENTAIS EM UM MODELO CRÔNICO DE DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL

Dados do documento

Autor(es)
Gabriel de Menezes Vianna
Orientador(es)
Luiz Eduardo Baggio Sávio
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
16 de janeiro de 2026
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Doenças inflamatórias intestinais. Neuritina. Colite crônica.

Resumo

As doenças inflamatórias intestinais (DIIs) são condições crônicas e multifatoriais caracterizadas por sintomas como diarreia, perda de peso, dor abdominal e presença de sangue nas fezes. Essas doenças afetam tanto a mucosa intestinal quanto o sistema nervoso entérico devido à resposta inflamatória exacerbada. Apesar dos avanços terapêuticos, muitas abordagens não são eficazes ao longo do tempo, o que exige intervenções inovadoras e individualizadas. A neuritina, um fator neurotrófico associado à sobrevivência e à homeostase neuronais, tem ganhado destaque por seu envolvimento em processos inflamatórios, especialmente por sua expressão em células T regulatórias e por sua capacidade de modular esse tipo celular. Nesse contexto, torna-se relevante investigar os efeitos da neuritina em alterações intestinais e extra-intestinais em um modelo crônico de DII. Para isso, camundongos C57BL/6 machos adultos foram submetidos à indução de colite crônica por dois ciclos de administração oral de DSS a 2% por 7 dias, intercalados por 10 dias de descanso. O tratamento consistiu na administração intravenosa de neuritina recombinante (1 μg/40 μL), três vezes por semana, durante quatro semanas. Dez dias após o final do segundo ciclo foram realizados os testes comportamentais e então procedeu-se a eutanásia e coleta do intestino para análises histológicas. Os resultados histopatológicos revelaram que os animais tratados com a neuritina mantiveram a arquitetura original da mucosa e atenuaram a perda de células epiteliais e caliciformes. Ela também foi capaz de mitigar a perda de peso observada nesses modelos. Além disso, os testes comportamentais sugerem que a neuritina impediu o comportamento depressivo dos animais decorrente da manifestação crônica da DII.