O PAPEL DAS CÉLULAS-TRONCO NA MEDICINA REGENERATIVA E SEU POTENCIAL IMPACTO NA PRÁTICA DA MEDICINA DA FAMÍLIA E COMUNIDADE: REVISÃO INTEGRATIVA
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Resumo
A medicina regenerativa, baseada no uso de células-tronco, tem se destacado como alternativa terapêutica promissora para diversas doenças crônicas, muitas delas comuns na Atenção Primária à Saúde (APS). No contexto da Medicina da Família e Comunidade, conhecer essas possibilidades é essencial para ampliar o cuidado integral. Este estudo teve como objetivo analisar as implicações do uso de células-tronco na prática do médico de família e comunidade. Foi realizada uma revisão integrativa de caráter qualitativo, com levantamento de artigos publicados entre 2020 e 2024 nas bases PubMed, Scopus, LILACS e SciELO, utilizando descritores relacionados a células-tronco, medicina regenerativa e prática clínica na APS. Os estudos selecionados foram organizados e analisados de forma descritiva. Os estudos analisados indicam resultados promissores no uso de células-tronco, especialmente as mesenquimais, no tratamento de doenças como cardiomiopatia chagásica, insuficiência renal, osteonecrose, Alzheimer, diabetes tipo 2 e outras condições prevalentes na APS. Destacam-se benefícios como regeneração tecidual, menor dependência de terapias paliativas e baixa ocorrência de efeitos adversos. As principais variações entre os estudos envolvem os tipos celulares empregados e o estágio da pesquisa. Embora ainda haja desafios para sua integração na atenção primária, o médico de família pode ter papel estratégico na triagem, orientação e acompanhamento dos pacientes. A capacitação profissional e o fortalecimento da APS são essenciais para viabilizar a adoção segura e eficaz dessas terapias.