O PAPEL DO ANESTESIOLOGISTA NO MANEJO DA SEPSE E DO CHOQUE SÉPTICO
Dados do documento
Resumo
A sepse é uma das doenças mais desafiadoras da medicina. Trata-se de uma disfunção orgânica causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção. É uma das patologias mais frequentes em unidades de terapia intensiva, com altos índices de morbidade e mortalidade. São necessários numerosos recursos humanos e financeiros para o seu tratamento, o que gera grande importância social e econômica. Os pacientes sépticos se distinguem pela gravidade e pela presença de disfunções orgânicas associadas, o que torna a abordagem farmacológica das medicações utilizadas muito mais complexa. Indicações de intervenções cirúrgicas para controle do foco infeccioso estão se tornando mais comuns, e a conduta anestésica pode influenciar diretamente o resultado final. Avaliar, preparar o paciente, traçar a conduta anestésica e estar preparado para as possíveis intercorrências são fundamentais para o bom anestesiologista. O objetivo deste trabalho foi revisar a literatura recente para reforçar os conceitos principais da doença, sua fisiopatologia, seus fatores de risco, e estabelecer as melhores condutas anestésicas e de suporte hemodinâmico e ventilatório que devem ser adotadas. A revisão bibliográfica sobre sepse, assim como sua associação com o ato anestésico, envolveu dados da literatura dos últimos 8 anos, com ênfase em metanálises recentes. A participação do anestesiologista é indispensável em uma unidade hospitalar, pois é de sua competência o manejo das vias aéreas, a monitorização hemodinâmica auxiliada por um arsenal de substâncias cardiomoduladoras, e o conhecimento na aplicação de um arsenal terapêutico de fármacos que proporcionem uma anestesia e sedação seguras ao paciente.