TCC2019

O PAPEL DO ANESTESIOLOGISTA NO MANEJO DA SEPSE E DO CHOQUE SÉPTICO

Dados do documento

Autor(es)
Fernanda Venâncio Pessanha Quadra
Orientador(es)
Márcio Carneiro Vieira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2019
Data de publicação
16 de junho de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Sepse. Anestesia. Choque séptico.

Resumo

A sepse é uma das doenças mais desafiadoras da medicina. Trata-se de uma disfunção orgânica causada por uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção. É uma das patologias mais frequentes em unidades de terapia intensiva, com altos índices de morbidade e mortalidade. São necessários numerosos recursos humanos e financeiros para o seu tratamento, o que gera grande importância social e econômica. Os pacientes sépticos se distinguem pela gravidade e pela presença de disfunções orgânicas associadas, o que torna a abordagem farmacológica das medicações utilizadas muito mais complexa. Indicações de intervenções cirúrgicas para controle do foco infeccioso estão se tornando mais comuns, e a conduta anestésica pode influenciar diretamente o resultado final. Avaliar, preparar o paciente, traçar a conduta anestésica e estar preparado para as possíveis intercorrências são fundamentais para o bom anestesiologista. O objetivo deste trabalho foi revisar a literatura recente para reforçar os conceitos principais da doença, sua fisiopatologia, seus fatores de risco, e estabelecer as melhores condutas anestésicas e de suporte hemodinâmico e ventilatório que devem ser adotadas. A revisão bibliográfica sobre sepse, assim como sua associação com o ato anestésico, envolveu dados da literatura dos últimos 8 anos, com ênfase em metanálises recentes. A participação do anestesiologista é indispensável em uma unidade hospitalar, pois é de sua competência o manejo das vias aéreas, a monitorização hemodinâmica auxiliada por um arsenal de substâncias cardiomoduladoras, e o conhecimento na aplicação de um arsenal terapêutico de fármacos que proporcionem uma anestesia e sedação seguras ao paciente.