O SOFRIMENTO DOS MARGINALIZADOS E A RESPOSTA FRANCISCANA
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Resumo
Este artigo investiga a relação entre o sofrimento humano, a marginalização e a espiritualidade cristã no século XXI. Parte da hipótese de que a sociedade contemporânea, descrita por Bauman como “líquida” e por Byung-Chul Han como “sociedade do desempenho”, criou mecanismos de fuga da dor que fragilizam a empatia e a resiliência. Em contraponto, analisa-se a espiritualidade de São Francisco de Assis como resposta profética à cultura da negação do sofrimento. Por meio de pesquisa qualitativa e bibliográfica, observa-se que o encontro franciscano com o sofrimento, simbolizado no abraço ao leproso, revela a dor como via de transformação e comunhão com Deus e com o próximo. Por fim, destaca-se que, em diálogo com Hannah Arendt e as encíclicas Fratelli Tutti e Laudato Si’, a acolhida da vulnerabilidade torna-se um caminho para uma sociedade mais justa e humana.