Dissertações2018

O TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE EM CRIANÇAS DO PROGRAMA SAÚDE NA ESCOLA.

Dados do documento

Autor(es)
Renata Laís Rodrigues dos Santos Forte
Orientador(es)
José Nazareno Pearce de Oliveira Brito
Tipo do documento
Dissertações
Ano de publicação
2018
Data de publicação
29 de maio de 2014
Nome do curso
Mestrado
Nome da Unidade
Afya Teresina
Palavras-chave
Crianças. Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Programa saúde na escola.

Resumo

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é uma síndrome de etiologia multifatorial, dependente de fatores genéticos familiares, adversidades biológicas e psicossociais, caracterizada pela presença de um desempenho inapropriado nos mecanismos que regulam a atenção, a reflexibilidade e a atividade motora. A prevalência entre crianças e adolescentes foi estimada em 5,29%. O Programa Saúde na Escola (PSE) é uma estratégia de integração da saúde e educação para o desenvolvimento da cidadania e da qualificação das políticas públicas brasileiras. O objetivo deste estudo é avaliar os casos diagnosticados de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade do ensino municipal do Programa Saúde na Escola. O estudo foi realizado em escolas da Rede Estadual de ensino do estado do Piauí, que participam do Programa Saúde na Escola. Trata-se de uma pesquisa de abordagem quantitativa do tipo descritiva e exploratória Os participantes foram alunos de 7 até 10 anos indicados pela escola como portadores do transtorno. Foi utilizado um questionário para coleta das informações junto aos pais/responsáveis. Confirmou-se a prevalência maior do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade no sexo masculino, numa proporção de sete meninos para três meninas, não foi apresentado elevado índice de fracasso escolar e não houve a confirmação do diagnóstico da totalidade da amostra, as crianças não passaram por uma avaliação diagnóstica, indicando uma rotulação erroneamente dos alunos nestas escolas e estes não possuíam o tratamento médico e acompanhamento multidisciplinar necessário, ainda apresentou contradições nos dados sobre o uso de medicação no estado, inferindo-se que as escolas não contam com o suporte necessário para a identificação dos sintomas e não realizam o encaminhamento dos alunos para a avaliação pertinente. O Programa Saúde na Escola foi encontrado somente no papel de instituições gestoras, em alguns colégios não havia a implantação e nem o funcionamento do programa. E nas escolas que possuem o Programa o mesmo não atua de forma eficiente na garantia de promoção de saúde e avaliação psicológica dos alunos.