TCC2025

O USO DA HARMONIZAÇÃO FACIAL COMO RECURSO ESTÉTICO PARA CORREÇÃO DE ASSIMETRIAS EM PACIENTES COM FISSURA LABIOPALATINA

Dados do documento

Autor(es)
Andressa Targino Zanon de Souza
Orientador(es)
Mayra Cristina Zanon de Souza Argolo
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
21 de julho de 2025
Nome do curso
Não informado
Palavras-chave
Harmonização facial. Estética humanizada. Fissura labiopalatina. Autoestima. Cuidado multiprofissional.

Resumo

A presente pesquisa teve como objetivo analisar o uso da harmonização facial como recurso estético complementar na correção de assimetrias em pacientes com fissura labiopalatina. Trata-se de uma revisão da literatura com abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, fundamentada na análise de estudos publicados entre 2018 e 2025, selecionados a partir de critérios de relevância clínica, ética e técnica. O estudo evidencia que, mesmo após a realização de múltiplas intervenções cirúrgicas, pacientes com fissura labiopalatina frequentemente apresentam alterações estéticas residuais que afetam negativamente sua autoestima, identidade visual e inserção social. Nesse contexto, a harmonização facial — por meio de técnicas como preenchimento com ácido hialurônico, bioestimuladores de colágeno e correção de assimetrias faciais — tem se mostrado um recurso seguro, minimamente invasivo e com impacto positivo na saúde emocional dos pacientes. O trabalho também destaca as contribuições da estética humanizada, que valoriza a individualidade do paciente, o respeito à sua história de vida e a escuta ativa como base para a prática ética. A estética, neste caso, não é entendida como um ato meramente cosmético, mas como uma ferramenta de reabilitação subjetiva e simbólica. Além disso, o estudo enfatiza a importância do cuidado multiprofissional na abordagem de pacientes com lábio leporino, integrando áreas como cirurgia plástica, fonoaudiologia, odontologia, psicologia, serviço social e estética. A atuação conjunta dessas especialidades garante a construção de planos terapêuticos mais efetivos, personalizados e humanizados. Entre as limitações abordadas, estão os desafios técnicos impostos pelas cicatrizes e particularidades anatômicas da fissura, além dos riscos éticos relacionados à criação de expectativas irreais. Apesar disso, a pesquisa conclui que a harmonização facial, quando aplicada de forma responsável e inserida em um contexto interdisciplinar, representa uma contribuição valiosa para a saúde integral, a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes com fissura labiopalatina.