O USO DA HARMONIZAÇÃO FACIAL COMO RECURSO ESTÉTICO PARA CORREÇÃO DE ASSIMETRIAS EM PACIENTES COM FISSURA LABIOPALATINA
Dados do documento
Resumo
A presente pesquisa teve como objetivo analisar o uso da harmonização facial como recurso estético complementar na correção de assimetrias em pacientes com fissura labiopalatina. Trata-se de uma revisão da literatura com abordagem qualitativa, exploratória e descritiva, fundamentada na análise de estudos publicados entre 2018 e 2025, selecionados a partir de critérios de relevância clínica, ética e técnica. O estudo evidencia que, mesmo após a realização de múltiplas intervenções cirúrgicas, pacientes com fissura labiopalatina frequentemente apresentam alterações estéticas residuais que afetam negativamente sua autoestima, identidade visual e inserção social. Nesse contexto, a harmonização facial — por meio de técnicas como preenchimento com ácido hialurônico, bioestimuladores de colágeno e correção de assimetrias faciais — tem se mostrado um recurso seguro, minimamente invasivo e com impacto positivo na saúde emocional dos pacientes. O trabalho também destaca as contribuições da estética humanizada, que valoriza a individualidade do paciente, o respeito à sua história de vida e a escuta ativa como base para a prática ética. A estética, neste caso, não é entendida como um ato meramente cosmético, mas como uma ferramenta de reabilitação subjetiva e simbólica. Além disso, o estudo enfatiza a importância do cuidado multiprofissional na abordagem de pacientes com lábio leporino, integrando áreas como cirurgia plástica, fonoaudiologia, odontologia, psicologia, serviço social e estética. A atuação conjunta dessas especialidades garante a construção de planos terapêuticos mais efetivos, personalizados e humanizados. Entre as limitações abordadas, estão os desafios técnicos impostos pelas cicatrizes e particularidades anatômicas da fissura, além dos riscos éticos relacionados à criação de expectativas irreais. Apesar disso, a pesquisa conclui que a harmonização facial, quando aplicada de forma responsável e inserida em um contexto interdisciplinar, representa uma contribuição valiosa para a saúde integral, a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes com fissura labiopalatina.