O USO DA TOXINA BOTULÍNICA ASSOCIADA A ACUNPUTURA EM PACIENTES COM PARALISIA FACIAL
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Resumo
A paralisia facial periférica é uma condição neurológica que compromete funções motoras importantes, como a mímica facial, a fala e a deglutição, afetando também a comunicação não verbal e a autoestima dos pacientes. Com alta prevalência na população mundial, pode ser causada por diferentes fatores, incluindo a paralisia de Bell, traumatismos, infecções virais e acidentes vasculares cerebrais. O tratamento é complexo e requer abordagens multidisciplinares. Nesse contexto, a toxina botulínica destaca-se por sua capacidade de atuar em músculos hiperativos, promovendo relaxamento muscular, alívio da dor, melhora da simetria facial e redução da sincinesia, o que contribui para a recuperação funcional e estética. Paralelamente, a acupuntura tem sido investigada como prática complementar, com potencial para estimular a regeneração nervosa, melhorar a função muscular e acelerar o processo de reabilitação. Esta revisão de literatura teve como objetivo investigar a eficácia dessas duas abordagens terapêuticas, isoladas e combinadas, na reabilitação de pacientes com paralisia facial periférica. Foram analisados artigos publicados entre 2020 e 2025 nas bases PubMed (20 artigos), SciELO (8 artigos), Lilacs (5 artigos), BVS (4 artigos) e ScienceDirect (10 artigos), utilizando os descritores “botulinumtoxin”, “facial paralysis”, “BoNT-A”, “qualityoflife”, “acupuncture” e “facial synkinesis”. Dentre os 47 artigos selecionados, 22 consistiam em estudos clínicos, 15 em revisões sistemáticas e 10 em relatos de experiência, abrangendo diferentes países e contextos clínicos. Incluíram-se , portanto, estudos que analisaram a eficácia da toxina botulínica isoladamente, da acupuntura isoladamente, bem como da combinação de ambos no tratamento da paralisia facial periférica. Os resultados apontam benefícios significativos da toxina botulínica e da acupuntura na recuperação motora, no controle da dor e na melhoria da qualidade de vida. Conclui-se que a integração dessas terapias oferece uma alternativa promissora e humanizada, reforçando o papel do biomédico esteta na promoção do bem-estar.