TCC2019

O USO DO BODY PAITING NO ENSINO-APRENDIZAGEM DE ANATOMIA NA GRADUAÇÃO MÉDICA

Dados do documento

Autor(es)
Adrianna Torres da Costa; Marina Lages da Ponta
Orientador(es)
Leonam Costa Oliveira
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2019
Data de publicação
16 de novembro de 2019
Nome do curso
Medicina
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Anatomia. Pintura. Aprendizagem. Educação medica.

Resumo

Existem diferentes metodologias no ensino-aprendizagem da anatomia na graduação médica, como o uso de simuladores, exames de imagens, Body Painting, entre outros. O Body Painting é uma forma de arte corporal onde a pele humana é pintada, sendo projetado na superfície corporal músculos, veias, ossos, nervos e órgãos internos. Buscando adaptações à crescente falta de peças cadavéricas e atender às novas exigências curriculares das escolas médicas, essa pesquisa objetivou avaliar a aquisição do conhecimento anatômico da caixa torácica (costelas, cartilagens, músculos intercostais, esterno e linhas torácicas), laringe, traqueia, nariz e seios paranasais, com o uso do Body Painting em comparação ao uso de peças cadavéricas; além de conhecer e analisar a percepção e o significado sobre o método Body Painting no ensino-aprendizagem de anatomia para os graduandos em medicina. Para isso foi realizado uma pesquisa qualitativa-quantitativa. Com relação a parte quantitativa, esse foi um estudo controlado randomizado antes e depois das intervenções. Estudantes do final do primeiro ano da graduação médica foram aleatoriamente alocados em dois grupos, sendo 22 no grupo do Body Painting e 24 no grupo com Cadáver. Em ambos os grupos foram realizados um pré-teste e um pós-teste. Foi aplicado teste de normalidade da amostra e utilizado o teste-t para comparação das médias obtidas por cada grupo no pré-teste e pós-teste. Além disso, realizouse uma abordagem qualitativa com a aplicação da escala Likert e o uso de um grupo focal para analisar as percepções discentes sobre esse método. Nos resultados, a média de pontos no préteste no grupo Body Painting foi 4,09, já no grupo Cadáver foi 4,04, não havendo diferenças estatísticas significativas (p = 0,80). Isso demonstrou que os grupos eram homogêneos em relação ao nível do conhecimento prévio. Já a média obtida pelo grupo Body Painting no pósteste foi de 3,04, superior à do grupo Cadáver (2,58) e estatisticamente significante (p=0,03). Nesse estudo, verificou-se que a aquisição de conhecimentos anatômicos da caixa torácica (costelas, cartilagens, músculos intercostais, esterno e linhas torácicas), laringe, traqueia, nariz e seios paranasais com o uso do Body Painting, foi ligeiramente superior ao uso de peças cadavéricas. E segundo as percepções dos discentes, o Body Painting permite um processo de ensino-aprendizagem ativo e colaborativo, além de possibilitar, por meio da palpação, conhecer as variações anatômicas presentes em cada corpo humano. A nudez parcial pode ser vista, inicialmente, como um empecilho ao método, mas isso pode ser superado após a vivência e engajamento dos alunos nas sessões de pintura corporal.