TCC2025

O USO DO RECONHECIMENTO FACIAL NA SEGURANÇA PÚBLICA BRASILEIRA: UMA ANÁLISE JURÍDICA DAS IMPLICAÇÕES QUANTO AO DIREITO À PRIVACIDADE

Dados do documento

Autor(es)
Alice Maria Fontineles Val; Angela Vitorya Pimentel de Araújo; Emanuely Cristini dos Santos Mendes
Orientador(es)
Renildo Barbosa Estevão
Tipo do documento
TCC
Ano de publicação
2025
Data de publicação
20 de janeiro de 2026
Nome do curso
Direito
Nome da Unidade
Afya Parnaíba
Palavras-chave
Reconhecimento Facial. Segurança Pública. Direito à Privacidade. Implicações Jurídicas. Dados Biométricos.

Resumo

O presente artigo examina o uso do reconhecimento facial (RF) na segurança

pública brasileira. A pesquisa, de natureza bibliográfica e documental, tem como

propósito compreender suas implicações jurídicas, especialmente no que se

refere ao direito à privacidade, garantia assegurada pelo artigo 5º, inciso X, da

Constituição Federal. Com abordagem interdisciplinar, o estudo analisa a

legislação brasileira, os princípios constitucionais, a Lei Geral de Proteção de

Dados Pessoais (LGPD), além de casos noticiados e jurisprudências. O RF,

técnica biométrica utilizada para identificar suspeitos e auxiliar investigações,

representa avanço tecnológico, mas traz riscos relacionados à precisão dos

algoritmos e à ausência de regulamentação. Tais fatores têm resultado em

prisões indevidas, abordagens discriminatórias e violações ao direito à

privacidade. A inexistência de regulamentação específica sobre o uso do RF nos

estados brasileiros configura um vácuo normativo, onde dificulta a

responsabilização por abusos e possibilita arbitrariedades estatais. Atualmente,

sua aplicação se baseia em interpretações genéricas da LGPD e em disposições

administrativas estaduais e municipais. Conclui-se que o reconhecimento facial,

embora apresente potencial para aprimorar a segurança pública, exige

regulamentação clara e específica que assegure o equilíbrio entre a eficiência

estatal e a proteção dos direitos fundamentais.